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Caros Leitores, enviei apenas algumas fotos (192) para todos que estão pedindo. Amanhã anexarei às demais fotos e os vídeos e para o meio da semana, o relatório completo do ensaio técnico.
Para quem preferir ver sem o slideshow, as fotos estão na área de multimídia, caranval 2009, 2o ensaio técnico
Atenção Nação Mangueirense, mais um espetáculo vem aí!
Depois do sucesso do primeiro ensaio técnico no dia 07 de Dezembro, nossa Mangueira mostrou que aos 80 anos está mais forte e renovada do que nunca. Chega o momento do nosso teste de fogo, na próxima sexta – feira dia 09 de janeiro de 2009 às 21h horas a Estação Primeira de Mangueira volta para o Marquês de Sapucaí com a difícil tarefa de superar o seu próprio ensaio técnico. Retornando, assim, numa sexta, depois das festas de final de ano e com um intervalo de mais de 15 dias sem ensaios.
“Quando a gente sai daquela avenida e tem que esperar a nota… É o momento mais difícil!”
Mestre Marrom
Nação Mangueirense,
É com muita honra que estamos lançando a área de entrevistas do www.estacaoprimeira.org
Para inaugurarmos essa nova área do site, temos o orgulho de publicar a entrevista feita com Mestre Marrom. Aproveito para agradecer ao Mestre Marrom pelo tempo concedido ao nosso site, e pela belíssima entrevista.
Cuidado que a Mangueira vem aí! Quando saí do sambódromo, era a única frase que me vinha à cabeça. Quando eu conseguia mudar o rumo dos neurônios, vinha, E O BICHO VAI PEGAR. Sem dúvidas Mangueira fez o melhor ensaio até agora! Mostrou que tem chão, força, que está pronta para lavar todos os problemas do ano passado e o desfile vexaminoso deste ano.
Depois da merecida homenagem a Jamelão, quando começou o esquenta, já dava para sentir o show que a gente estava ouvindo no Palácio do Samba. Desta vez, em outro solo sagrado, a Marquês de Sapucaí. Olhava para frente e pensava: Esta suntuosidade ficou pequena para nós! A chuva do desfile lavou e levou os problemas para longe. Deixou para nós uma Mangueira de doces frutos e folhas verdes e deu mais força ao nosso Jequitibá.
Atenção nação mangueirense no próximo dia 07 de dezembro acontece nosso primeiro ensaio técnico na Marquês de Sapucaí à partir das 21h, com concentração do lado do Edifício Balança mais não cai.
Como todos nós sabemos a nossa quadra esta ficando, lotada todos os sábados, também não teria como ser o diferente mediante tamanho o sucesso que esse samba esta fazendo e a maneira como ele toca no coração do mangueirense e de todo o povo brasileiro.
Resolvi fazer este Post para causar o debate entre os amigos e confrades. Estava lendo a comunidade do Orkut que considero ser das de melhor nível para se debater carnaval, a JCC, quando li um questionário muito interessante de um dos colaboradores. Propus algumas respostas para promover o debate e resolvi postar aqui com o mesmo objetivo. Segue abaixo:
* Quais as boas referências de um carnaval que, hoje em dia, traz metais, gases esquisitões e lugares longínquos como temáticas de referência?
R: Não é questão de referência, é apenas porque hoje ficou caro e o bicho está reprimido, não dá mais tanto dinheiro para as escolas. Para ser competitiva, uma escola tem que fazer um carnaval de mais de 2,5 milhões, então, os patrocinadores são essenciais e acabam mandando nos temas.
* Será muito oneroso para os cofres gestores tornar os ingressos de todas as arquibancadas acessíveis ao grande público, retirando do espetáculo o terrível caráter de frieza que o tem assombrado?
R: Sim, ali eles tiram grandes quantias que vêm dos bolsos dos turistas, é mais que dinheiro para o carnaval, é para os cofres públicos que ganham com o Turismo. Outro aspecto é que em mercados abertos, os preços são regidos por uma lei de oferta e demanda, se colocar todos os ingressos a 1 real, todos comprarão e revenderão para os turistas que pagarão o preço que for, subirão na mesma proporção que a procura. As arquibancadas populares estão aí para quem não quer se vender.
* Se a Petrobrás, por exemplo, carimba o seu apoio em diversas montagens teatrais sem que os atores precisem vestir o papel de gasolina ou de Bacia de Campos, por que a política de patrocínios da folia continua tão equivocada?
R: Porque os espetáculos teatrais têm mais “sofisticação” na gestão. Fazem projetos culturais e aproveitam os benefícios das leis Rouanet e do Audio-Visual. Com isto não é a Petrobrás, a Embratel etc. que são boazinhas, para elas sai de graça. Ao invés de pagarem impostos, pagam estas subvenções. Só que no carnaval, como a grana é mais alta e o tema é mais aberto, eles arrumam de fazer o “merchan” deles assim como a lei permite. Eu e você faríamos o mesmo por nossas empresas.
* Aliás, por que a subvenção dos desfiles, concedida ao grupo especial de forma igualitária, é gerida de forma inteligente apenas por algumas agremiações?
R: Porque muitas não têm competência para gerir, as que têm gente competente que manda, por acaso têm sido as mais competitivas, Beija-Flor e Grande Rio, e que no(s) último(s) ano(s), receberam choque de gestão Salgueiro e Portela. Já ouvi coisas bizarras como… Na diretoria da Mangueira tem médicos, advogados, professores universitários. Administrador para gerir, nenhum, e isto é uma parte do resultado. Aliás, fazem tão bem quanto um administrador fazendo uma cirurgia cardíaca, defendendo um réu num tribunal ou dando aula de Física Quântica.
* Até quando os sites especializados em carnaval – único segmento da imprensa que mantém as discussões sobre samba acaloradas durante o ano todo – vão sofrer o injustificável castigo de não passar da concentração durante os desfiles (leia-se: trabalhar na Avenida Presidente Vargas)?
R: Assim que forem profissionais a ponto de fazer o cadastro correto nos órgãos necessários. Não é difícil, já fiz todo o trâmite, o mesmo que a Globo, o JB, o O Dia fazem.
* Se, na contra-tendência da criação de cargos como "diretor de movimentos", "coordenador de alegorias", "assistente de marcador de passos de sambistas" e coisas do gênero, a cada ano, assistimos ao quesito evolução, literalmente, involuir de forma vergonhosa, não haveria algo de podre neste reino da Dinamarca?
R: Sim, mas aí é ninho de rato, Liesa não põe gente que entende para ver isto. Tem um julgador que não posso citar o nome, que falou, não dou 10 no meu quesito para as escolas X e Y porque eu não gosto delas. Uma delas é a Mangueira, não citarei a outra para o pessoal não fazer análise reversa, mas ele não entende nada de carnaval nem do quesito que ele julga.
* Quem disse para os carnavalescos que os compositores apreciam sinopses enormes, falsamente poéticas, e que castram a criatividade do ofício?
R: Ninguém, assim como os compositores nem sempre fazem as pesquisas necessárias. O intuito dessas sinopses é economizar este trabalho para alguns e fazer uma estrutura já para o desfile. Leu a do Salgueiro este ano, GENIAL!
* Por que a transmissão televisiva do carnaval não mostra o "esquenta", não entra em sintonia com as apresentações, e fez sumir o seu crivo crítico junto com a extinção da Rede Manchete?
R: Porque tem que ter o momento de botar algum no bolso (intervalo comercial). Quanto ao comentário, você acha que o Galvão narra futebol até hoje por quê? O povo não quer cara técnico, quer gente que fale a babaquice que eles gostam de ouvir (vide dança do quadrado). O povo não é entendedor de carnaval como os que freqüentam o JCC.
* Se o carnaval é do povo, como se diz na frase-chavão, não parece contraditória a dificuldade de se obter materiais históricos nos centros que encastelam a memória carnavalesca?
R: Sim, mas depende de gente que queira fazer, senão, não sai. Quanto o político ganharia neste seu projeto? Nada? Então não sai.
* Por que o Metrô Rio sempre pára à meia noite de quarta-feira de cinzas, fechando os olhos e os trilhos para o grupo B?
R: Boa pergunta, mas eles ficam abertos 24horas durante todo o carnaval. Talvez não seja economicamente viável, mas o governo poder pressionar, eles comandam e são os reguladores do meio.
* Aliás, quando haverá uma política de subvenção digna para os grupos de baixo?
R: Quando eles gerarem receita na mesma proporção. Não tem bonzinho na estória, é assim que rola.
* Será que é proibido perceber que um carnaval que não mais emociona, reedita pérolas antigas por motivos tolos, e nem representa ninguém, perde completamente o seu sentido?
R: A mim continua emocionando, inclusive as reedições. Quem paga a festa é o turista, e eles saem satisfeitos.
Saudações Mangueirenses


