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Posts Tagged ‘Rosemary’


SDC11154 300x225 Apoteose Verde e Rosa

Poucos sabem um dos motivos da construção da Av. Rio Branco (antiga Av. Central), que sai do cais do porto da Praça Mauá e vai até o aterro do Flamengo tendo uma belíssima vista para o Pão de Açúcar, na lateral direita o Theatro Municipal, do lado esquerdo a Escola Nacional de Bellas Artes e a Biblioteca Nacional. Mas Pereira Passos esqueceu de um elemento para apoteose estar completa, as cores Verde-e-Rosa e claro a tradicional Bateria Surdo Um, aí sim seria a grande apoteose do Rio de Janeiro, mas já que na época ainda não existia a Estação Primeira de Mangueira, nós nos tempos atuais temos o grande privilégio de poder chegar a apoteose, hoje na Marquês de Sapucaí que mesmo em cimento, tem o colorido Verde-e-Rosa e alegria dos componentes que cantam ao som do rufar dos tambores e os desenhos de tamborim, “Meu Coração é Verde-e-Rosa!”

SDC11130 300x224 Apoteose Verde e Rosa
Num ensaio que foi marcado pela tensão dos diretores pela necessidade de que o último ensaio técnico se apresentasse de forma perfeita e a escola não apresente erros, a Estação Primeira de Mangueira fez uma apresentação de gala, que mesmo com a chuva não se viu nenhum problema, a Verde-e-Rosa está pronta para desfilar em chuva, calor, neve, tufão, sob qualquer adversidade física, o que nesse caso, a boa e velha Manga com certeza será um furacão que fechará o carnaval 2010. Mas, como ensaio não é desfile oficial e realmente é o momento de errar, temos que comparar com o outro ensaio que teve alguns erros graves, dos quais muitos foram solucionados, porém alguns persistiram felizmente… Read the rest of this entry »


Imagem Apresentação 225x300 Eu Sou Música, Eu Sou Mangueira!   RosemaryNa primeira entrevista da coluna “Eu Sou Música, Eu Sou Mangueira! a cantora Rosemary explica um pouco sobre sua carreira, sobre sua vida e sobre o amor que sente pela Estação Primeira de Mangueira. Infelizmente por incompatibilidade de horários a entrevista não pode ser feita pessoalmente, mas de qualquer maneira, eu, Clêi Valverde, editor chefe do site agradeço a cantora Rosemary pela oportunidade e por esse tempinho concedido em sua agenda. Veja a entrevista na íntegra e deixe sua mensagem para Rosemary!

Lembrando que dia 14/02, domingo de carnaval, às 21:00 no Canal Brasil (canal 66 da NET Rio de Janeiro, o canal dependerá da localidade da pessoa, porém abrange todo território nacional), passará o DVD Rosemary Mulheres da Mangueira, e no dia 15/02, segunda-feira de carnaval, dia do desfile da Estação Primeira de Mangueira, reprisará o DVD Rosemary Mulheres da Mangueira, no mesmo canal às 16:30.

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RosemaryUma das grandes estrelas da nossa MPB, Rosemary será nossa primeira entrevistada na coluna “Eu sou Música, eu sou Mangueira!” em homenagem ao enredo 2010 da Verde-e-Rosa, “Mangueira é Música do Brasil”. E como o Estação Primeira.org é a voz da nação Verde-e-Rosa, peço a todos que direcionem suas perguntas à essa grande diva da música e da Estação Primeira de Mangueira.

Para os que ainda não conhecem muito sobre a belíssima trajetória dessa mangueirense ilustre, visitem seu site oficial, http://www.bmgv.com.br/individualidade/rosemary

Direcionem suas perguntas via e-mail para o estacaoprimeira.org@gmail.com !!!

Obrigado
Saudações Mangueirenses!
Clêi Valverde



mgshowdeverao Certa vez li em algum jornal que sem o show de Verão da Mangueira, a estação ia perder a metade da graça. Concordo. Dia de colocar a camisa verde-rosa, partir para o Canecão e ver grandes (maiores?) figuras da música do país usarem a sua arte inestimável para ajudar a escola de samba mais querida.

Dia de ver Chico, Alcione, Jamelão, Beth Carvalho, Rosemary, sempre, e alguns outros itinerantes gênios tão sensacionais quanto, como Djavan, Lenine, Elba Ramalho, Milton Nascimento, Zeca Pagodinho, que sempre davam o ar da graça e traziam aquele clima de renovação ao espetáculo. Dia de orgulho e prazer.

Fui a todos os 12 shows de verão da Mangueira, sem exceção. E nunca um ano foi igual ao outro. A única coisa que se repetia era Jamelão cantando e fazendo o que queria e bem entendia no palco com a platéia boquiaberta. Todos os anos isso aconteceu. O “mestre” não perdia a majestade jamais, nem com a camisa do Vasco que ele insistiu em usar um certo ano. Ninguém é perfeito.

Confesso que em anos de campeonato, achava o clima um pouco diferente, o que, acredito, acabava contaminando o dia do desfile.

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augustine1 Mangueira Mostra seu “chão” e faz ensaio perto da perfeiçãoDSC_6802Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem.

Santo Agostinho, o Pensador

Chegou a garra, chegou a emoção, chegou a escola de samba mais querida do Planeta! Chegou, a ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA!

Luizito

 

Mesmo ainda sem fôlego para escrever, venho aqui compartilhar as maravilhas do ensaio técnico deste domingo. Antes disto, venho mais uma vez esclarecer alguns pontos. Como sou muito crítico e chato, muitos acham que eu torço pelos erros e tropeços para ter o que falar. Sou MANGUEIRA!!! Meu objetivo, com minhas críticas e meus relatórios, é rever todos os pontos em que tivemos algum erro ou pequeno deslize e debater minuciosamente, até nos aproximarmos, ao máximo possível, da perfeição.

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Fiquei pensando sobre o que escrever nessa primeira coluna e diversos assuntos me rodearam a cabeça. Em primeiro lugar, porque é uma grande responsabilidade falar de Mangueira, ainda mais num site com a qualidade que o amigo Rafael criou. Ao mesmo tempo que Mangueira tem histórias que não acabam mais e um conteúdo infinito de assuntos, sempre faltam palavras para se dizer algo.

Ao tentar falar de Mangueira, o poeta Hermínio Bello de Carvalho e o sambista portelense Paulinho da Viola, resumiram logo:

30_paulinho1 “A Mangueira é tão grande, que nem cabe explicação.”

Pois bem! Semana passada me dirigia a São Paulo e quando vou a S. Paulo de carro, vou sempre muito bem equipado para encarar com paciência e bom humor e caótico trânsito da cidade. E quando falo equipado, é equipado de músicas de qualidade para ficar ouvindo entre um e outro sinal fechado (olha o Paulinho aí de novo!!!).

Depois de muito tempo, peguei para ouvir CHICO BUARQUE DA MANGUEIRA e de repente, em plena Ponte do Limão, me vi absolutamente envolvido com o som que saía dos auto-falantes do meu carro e de verdade, me emocionei….

Fiquei tentando dar a dimensão exata do que é Mangueira. Do que é a Estação Primeira de Mangueira….

chicoComo pode uma escola de samba, nascida e criada no morro, habitada por gente tão simples, como diz outro samba, na maioria negros, totalmente excluídos da chamada sociedade do início do século passado, mal passados 30 anos da edição da Lei Áurea, teria ganho aquela dimensão e hoje ser a maior e mais respeitada instituição cultural desse país? Como aquele bloco carnavalesco embrionário, marginalizado, perseguido pela polícia, hoje é recebido com pompas e circunstâncias nos melhores salões dessa nação e até do mundo, visto o galhardão exposto com orgulho no Palácio de Buckingham?

Depois de pensar um pouco, concluí que essas glórias da verde-rosa se deram quase que exclusivamente por uma única manifestação: A POESIA. A poesia e o samba, claro… O poema musicado por nossos mestres.

Aí me deparo com o compositor e cantor Chico Buarque de Hollanda, badalado e conceituado nos mais restritos ciclos intelectuais… O Chico “das artes, o gênio” como bem definiu o samba-enredo em sua homenagem em 1998, quando a Mangueira conquistou mais um campeonato, se colocando na condição absoluta de fã, de aprendiz diante das obras de Cartola, Nelson Cavaquinho, Nelson Sargento, Padeirinho, Guilherme de Brito…

E outros, como Herivelto Martins, Caetano Veloso e o próprio Chico, que embora não residentes em Mangueira, sempre fizeram questão de compor sambas de exaltação à escola ou ao morro. Isso sem falar nos portelenses Paulinho da Viola, Monarco, Gilberto Gil, João Nogueira, Paulo César Pinheiro e tantos outros que também fizeram questão de mostrar seu carinho e admiração pela verde-rosa. O salgueirense Benjor, o imperiano Arlindo Cruz e tantos, tantos outros.

É só passear pela Música Popular Brasileira que veremos Mangueira sendo pronunciada nas vozes dos mangueirenses Alcione, Jamelão, Beth Carvalho, Sandra Sá, Emílio Santiago, Leci Brandão, Rosemary, Gal Costa, Maria Bethânia e tantos outros, como Clara Nunes, Ataulfo Alves, Jair Rodrigues, Roberto Ribeiro, Ney Matogrosso, Zeca Pagodinho, Simone, Dudu Nobre, Cauby Peixoto, Margareth Menezes e inúmeros cantores e cantoras do primeiro time de nossa música.

Então, ao ouvir a voz do Chico entoando Sala de Recepção, enchendo o peito de orgulho e dizendo, na primeira pessoa que: “Temos orgulho de ser os primeiros campeões”, não pude conter a emoção… Chico Buarque, com sua voz pequena e anasalada era a tradução exata do meu sentimento de mangueirense e acredito que de todos nós que amamos essa escola de samba.

Que digam que somos convencidos, orgulhosos e até muitas vezes arrogantes. Mas pergunto, como não ser? É o orgulho de pai, de mãe, é o orgulho de quem ama e vê o ser amado ser cantado em prosa e verso. É ver que somos muito grandes mesmo e que representamos muito mais que o desfile nos contados minutos e nas regras impostas que foram transformando o visual em quesito.

Como não encher os olhos de lágrimas e esquecer o congestionamento envolta e os compromissos profissionais ao ouvir Chico Buarque externar a nossa grandeza.

Vou ficando por aqui e se comecei com Paulinho da Viola, termino também com Paulinho da Viola, pedindo emprestado um verso que ele fez pra sua querida Portela, porém “…se for falar em Mangueira, hoje não vou terminar…”.