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Posts Tagged ‘Luizito’

meu aniversário 2009 007

Chegooooooooouuuuuuu……. ohhh …….. ohhh ……… ohhhh. Tradicionalmente, ao som do hino de exaltação a nossa escola, samba este que daqui há 5, 10, 20 anos mais tarde proporcionará sempre dentro de todos nós uma emoção inexplicável, misto de amor, alegria, euforia e saudade, saudade de estar ali novamente ouvindo e sentindo o rufar do teu Tambor. A partir daí temos a certeza e podemos confirmar o refrão… A MANGUEIRA CHEGOU.

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Por: Eduardo Telles

Palácio I
Como é bom estar de volta, retornar ao solo sagrado de um sambista, mais ainda, a quadra da Estação Primeira de Mangueira. É como sempre uma oportunidade sem igual, sem dúvida um dia de muita alegria e cheio de emoções, e claro com uma feijoada que foi capaz de fazer fila. Foi para a primeira feijoada oficial aberta ao público uma festa bem popular, com um clima de ensaio pré-carnaval dos dias de sábado.
Como havia sido previsto, a Feijoada começou com homenagens. Sambas de Jurandir deram início a feijoada, recepcionando nós Mangueirenses do jeito que mais gostamos, com sambas da casa, as pérolas. Os primeiros que chegavam se adiantaram em comer a feijoada, gerando depois um grande problema, como alguns ingredientes que ficaram faltando e demoraram a serem repostos, como o arroz, por exemplo, e começaram a se formar filas, em até certo ponto aceitáveis, mas chegando a um ponto inaceitável e isso futuramente não pode se repetir. Quanto ao preço, muitos podem achá-lo caro, mas antes você entrava e o preço dava direito a comer uma única vez. Agora o preço é maior, porém inclui uma camisa confeccionada e o direito de repetir a comida. Podem achar que está cara, dizer até que nem todo mundo gosta de feijoada, mas se você pensar só na camisa e a entrada na quadra, ainda assim ela está barata, além do que você está na Mangueira, acho importante valorizar a nossa escola.
Um compositor marcou presença, cantou e encantou… Nelson Sargento. Sua presença é algo muito positivo, pois homenagear artistas da escola e ter alguns dos seus cantando para nossa nação é um sinal de respeito e valorização da própria escola, é como dar força as nossas raízes. Espero que isso volte a ser valorizado, que tenhamos a oportunidade de ver a velha guarda em um próximo evento e até mesmo nossos compositores sentindo novamente o prazer de se fazer sambas de quadra, sambas que exaltam a própria escola.
Palácio II
Um pouco mais tarde subiram ao palco os três “tenores” Luizito, Rhichhas e Zé Paulo, novamente vestidos com o smocking preto, diga-se de passagem um certo exagero, pois para três sambistas não tem nada a ver com nada, mas tudo bem, vamos ver que tipo de benefícios isso resultará. Durante a apresentação dos tenores, foi visivel um desencontro entre os cantores, Rhichhas parou de cantar e ficou em destaque Zé Paulo manteve o samba e Luizito falava com o pessoal da mesa, parecia ser problemas no som. Luizito se dirigiu ao Rhichhas como que incentivando-o a cantar, eu percebi ele dizendo: “vê agora vê se melhorou”. Era realmente problemas com o som. O fato seria simplesmente um problema no som se não fosse a postura do Rhichhas, se manteve com o semblante fechado , como quem não tivesse gostado. Espero que não tenha sido apenas vaidade perante os colegas de palco e que a Estação primeira realmente tenha realmente “três tenores”.Esse foi um momento dedicado a homenagear o Mestre Jamelão e Jurandir; sambas enredos foram cantados intercalando os cantores, resultando em um belo espetáculo. Os sambas foram CANTADOS, o Zé Paulo mostrou a sua competência e surpreendeu cantando lindamente o samba supercampeão de 1984 – “Yés nós temos Braguinha”. Uma pessoa ao microfone nos fez relembrar cada carnaval que seria cantado. Após os sambas, familiares de Jurandir agradeceram a homenagem.
Os momentos seguintes marcaram definitivamente esta festa; subiu ao palco o intérprete Sobrinho, que estava demasiadamente emocionado. Palácio IIIO cantor que há muitos anos possui grau elevado de miopia e com o passar do tempo vem perdendo a visão, fato que o motivou a procurar ajuda. Segundo o próprio Ivo essa homenagem estava programada para a primeira feijoada, na qual se deu a cerimônia de posse, no entanto um problema na portaria impediu o cantor de entrar na quadra. O cantor, ao lado do presidente, recebeu a noticia de que através da escola ele fará a operação para a correção da miopia. Essa foi sem dúvida mais que uma homenagem, foi um grande presente proporcionado pela sua escola, que como ele mesmo disse a escola do seu coração. E não foi só a emoção do Sobrinho que marcou aquele momento, cantando brilhantemente, soltou o vozeirão que lhe é peculiar. Enxerguei nele a pessoa que talvez seja a mais próxima do Mestre Jamelão, respeitando o samba e cantando de forma cadenciada. Muitas pessoas se emocionaram ao vê-lo cantar sambas muito antigos junto de integrantes da bateria, pedido feito por ele ao Ivo, entre estes foram: “Imagens poéticas de Jorge de Lima”, “Lendas do Abaeté”, “Recordações do Rio Antigo”, sambas que hoje em dia não são mais cantados nos ensaios, mas que surpreenderam a todos na quadra, mostrando que esses sambas devem continuar a serem cantados, mas para isso o samba precisa ser respeitado, sem exageros.
Momentos mais tarde Arlindo Cruz se apresentou, foi a chance para quem ainda queria chegar à quadra conseguir entrar e rapidamente os espaços que restavam foram ocupados e a quadra lotou. O público se aproximou do palco e cantou todas as músicas. Arlindo é um cara que valoriza as escolas, respeita as coirmãs e ajuda como pode. É preciso tirar o chapéu para ele, eu tiro o meu.
Leandro Sapucay também esteve presente, embora eu ache que já não tem nada a ver com samba, prestigiou a escola e conseguiu um bom retorno dos Mangueirenses.
O momento triunfal estava chegando, os ritmistas se organizaram no palanque, todos com a camisa SURDO UM, que para mim é um nome muito mais apropriado para nossa bateria, passistas se posicionaram aguardando apenas que terminasse a participação da velha guarda da escola Vai Vai de São Paulo, que infelizmente mais uma vez serviu para o descanso de muitos aguardando a nossa bateria.
Palácio IV
Eis que a bandeira Verde-e-Rosa foi aberta para todos vissem nossa bateria no palanque e o rufar do seu tambor ecoasse na comunidade de Mangueira. Não há e nem pode haver como mangueira não há… Foi visível a euforia que tomou conta das pessoas quando a bateria começou, foi descomunal, o clima mudou repentinamente. Os três tenores voltaram ao palco e cantaram novamente sambas de enredo, mas dessa vez em ritmo mais forte pro povo acabar de vez com o jejum de quatro meses desde o carnaval. A bateria mostrou sintonia perfeita, como costumo dizer, o surdo da nossa bateria é capaz de fazer soar em nós Mangueirenses a resposta que não existe no próprio instrumento. Para finalizar a festa, os ritmistas tiveram que descer do palanque para a quadra e ir até a rua, pois senão ninguém iria embora. Esses mesmos ritmistas que continuam fazendo a diferença nessa bateria, pois batucar todo mundo sabe, mas samba como em Mangueira não existe igual.
Palácio V
A nova diretoria esta de parabéns, olhando na quadra não se saberia dizer quem era diretoria e quem não era. Essa era a ideia, todos iguais e sem diferença. O próprio Ivo foi um verdadeiro anfitrião, esteve em todos os lugares participando de todos os momentos daquela festa e no final esteve no meio do povo como um folião, mostrando que não está de brincadeira e que vai atingir o objetivo de todos: resgatar de volta o respeito à nossa escola. A Estação Primeira de Mangueira será novamente a pioneira, podem esperar.

Até a próxima !!!!! Eu estarei lá, e você ?????

Eduardo Telles




augustine1 Mangueira Mostra seu “chão” e faz ensaio perto da perfeiçãoDSC_6802Prefiro os que me criticam, porque me corrigem, aos que me elogiam, porque me corrompem.

Santo Agostinho, o Pensador

Chegou a garra, chegou a emoção, chegou a escola de samba mais querida do Planeta! Chegou, a ESTAÇÃO PRIMEIRA DE MANGUEIRA!

Luizito

 

Mesmo ainda sem fôlego para escrever, venho aqui compartilhar as maravilhas do ensaio técnico deste domingo. Antes disto, venho mais uma vez esclarecer alguns pontos. Como sou muito crítico e chato, muitos acham que eu torço pelos erros e tropeços para ter o que falar. Sou MANGUEIRA!!! Meu objetivo, com minhas críticas e meus relatórios, é rever todos os pontos em que tivemos algum erro ou pequeno deslize e debater minuciosamente, até nos aproximarmos, ao máximo possível, da perfeição.

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Fiz um relatório sobre os problemas vistos durante o último ensaio técnico e estou publicando para ver se os leitores viram algo que eu não vi ou se discorda de algum ponto.

A Comissão de frente, Melhorou na sincronia das coreografias e na linearidade dos componentes. Ainda há uma necessidade de ser mais fluida, não fica parada durante toda a apresentação, isto para a escola inteira. Deveria haver a exigência das coreografias terem partes andando e não totalmente parada.

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Caros Leitores, enviei apenas algumas fotos (192) para todos que estão pedindo. Amanhã anexarei às demais fotos e os vídeos e para o meio da semana, o relatório completo do ensaio técnico.

Para quem preferir ver sem o slideshow, as fotos estão na área de multimídia, caranval 2009, 2o ensaio técnico