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Que saudade da minha casa verde e rosa… Ficar uma semana longe do Palácio me deixa angustiada, a perna não para de balançar quando eu estou sentada, os dedos não param quietos nas mãos e a cabeça não para de pensar no que eu deixei de ver… é meio controverso, mas sei que vocês me entendem, preciso ir na Estação Primeira para gastar energia e ao mesmo tempo repô-las, gastar energia do corpo (para uma hiperativa nada melhor que um samba), e repor energia da alma.
Cheguei, e antes de entrar, realizei o ritual de sempre: Lacir, uma porção de pastel e uma cerveja na capa. Quem não conhece o que estou falando e só perguntar pelo Lacir que todo mundo sabe indicar o caminho, um quiosque de um verdadeiramente apaixonado pela verde e rosa, que recebe seus clientes com o sorriso mais bonito da Mangueira, já foi até indicado do guia Veja Rio, vale a pena conhecer.
Entrei no Palácio, com o pé direito, com a certeza de que a noite prometia, afinal, tinha que matar a saudade de 1 semana sem ir lá. Nossa casa estava linda, cheia de gente feliz, empolgada, bonita. Mangueira, seu cenário é uma beleza!
Na reunião de diretoria acontecida na ultima 3ª feira, dia 2/12, como noticiada na coluna, Agenda, muitos assuntos foram abordados por pessoas da alta diretoria. Entre os assuntos, o carnaval de 2009, dívidas que serão deixadas para a próxima gestão, alguns assunto sobre o ensaio que acontecerá no próximo domingo, pedidos do carnavalesco, problemas acontecidos no ensaio de rua, no domingo que passou. Tudo isto pareceu pequeno quando nosso presidente da bateria, Bill pediu a palavra.
Bill reclamou e não foi pouco! Com informações retiradas do estacaoprimeira.org, quis saber o que tinha sido o evento na Portela acontecido no dia 14/11, na coluna da Lala. A Mangueira não mandou ninguém, foi a única escola que não mandou, sequer uma bandeira, e num evento que contou com a participação de Wantuir, Wander Pires, Bruno Ribas, Tinga, Quinho, entre outros, Luizito não compareceu. Por sorte, Lequinho e Jr. Fionda tinham ido, por coincidência, ao evento e por convite nosso, Mico também foi honrar nosso pavilhão. Na hora que a Mangueira foi chamada, até Mico, conhecido ritmista, acabou no microfone. Não fez feio, mas não era nada parecido com as outras escolas do grupo especial e do acesso, que levaram casais de Mestre Sala e Porta Bandeira, passistas, componentes…
Parabéns Marrom, minha amada e idolatrada Marrom!!!
Alcione comemorou seu aniversário do jeito que gosta, no Palácio do Samba, no último sábado (22/11/2008), cercada por mangueirenses, era nítida sua felicidade por estar ali.
Adentro o Palácio já procurando Marrom, eram faixas espalhadas por todo lado em comemoração aos 61 anos dessa grande cantora de coração verde e rosa, 61 anos muito bem conservados, diga-se de passagem. Acho Alcione no camarote presidencial, ela estava deslumbrante numa roupa verde, cabelos perfeitamente penteados e um sorriso que não saía do rosto, mandava beijos a todos, estava feliz. Adoro quando Alcione está presente no Palácio!
Sábado é dia de Mangueira, como todos sabemos! Para alguns, como eu, o segundo sábado de cada mês, é dia de dose dupla de Mangueira! Feijoada e ensaio… Mas que felicidade, um dia inteiro passado na minha Estação Primeira! Como é lindo ver o Departamento Feminino e Ala das Baianas, dançando e cantando, animando e empolgando, de dia e de noite! Será que irei conseguir essa façanha quando estiver mais velha? Esse é meu objetivo… É lindo ver a paixão dessas senhoras, lindas e simpáticas, pela Verde e Rosa! E nesse sábado teve dose dupla da minha bateria Surdo Um, quer coisa melhor? Pois tem! Irei relatar, mais uma vez, meu sábado no Palácio! Read the rest of this entry »
A vocês:
Lequinho, Jr.Fionda
Gilson Bernini e Clarão
O obrigada sincero
Da nossa imensa nação.
Agora deixa com a gente
Iremos fazer nossa parte
Cantar, sambar, empolgar
Mostrar que a Mangueira faz “arte”…
Canta, Nação Mangueirense Read the rest of this entry »
Freqüento o Palácio do Samba há muito tempo, vou pelo menos duas vezes na semana, no sábado e na quarta-feira para assistir o incrível ensaio da nossa bateria, aliás, para quem gosta de samba, quarta-feira é o melhor dia, é quando dá pra sentir a bateria batendo no seu estômago, tomando conta da sua alma, um estrondo, uma delícia, uma surpresa a cada dia. Dá orgulho de ver os ritmistas se esforçando, suando a camisa para dar o seu melhor, ver as mãos com curativo de tanto tocar seu instrumento, ver que quem não leva a sério leva esporro de verdade, que aquilo ali não é brincadeira, que aquilo ali representa a paixão de milhares de brasileiros e que para estar ali, representando a bateria da maior Escola de Samba do mundo, tem que ralar, e ralar muito, têm que valer vestir a camisa da bateria nota 10, da eterna “Surdo um”, da nossa mula manca, dos nossos tamborins desenhados com perfeição, da nossa cuíca que arrepia, do ganzá que contagia, enfim para ser ritmista tem que se entregar de corpo e alma, e se não o fizer é cortado sem dó nem piedade. E isso é o certo! Um dia estava lá e vi com admiração os ritmistas fazendo rodas de acordo com seu instrumento, os diretores de bateria fizeram cada um tocar sozinho, para concertar o que precisava, para chegar à perfeição, foi emocionante, vibrei, e fiquei muito feliz por ver que apesar de todas as dificuldades que estamos passando na Estação Primeira, a bateria está tomando o rumo certo, honrando os velhos e saudosos mestres de bateria, honrando o inesquecível Cartola! Parabéns bateria… Vocês são o orgulho de cada um dos mangueirenses…
No último sábado (01/11/08), como já faz parte da minha rotina, fui ao Palácio, me deparei com o já esperado público diferente do público da escolha do samba, que, aliás, sejam muito bem vindos, nossa casa estava cheia, linda como sempre, o Grupo Regente animando a festa como só ele sabe fazer, o Departamento Feminino e a Ala das Baianas, arrasando no centro da pista colocando os gringos para sambar (tinha uma escola francesa lá), Luizito, como sempre cantando “eu queria ser bem mais que amantes…” para sua amada que o tirou do hospital para poder levar o samba da nossa Mangueira no sambódromo em 2007, sua homenagem é sempre muito respeitada por todos. Apesar de tudo estar como sempre, rolava um clima tenso no ar que não consigo explicar, não sei se era eu recém saída de uma dengue, ou se era realmente alguma coisa dentro do Palácio.
Entra o locutor, saudando o público, a nossa presidente (de uma forma tão exagerada, diferente dos outros dias, que me pareceu estar querendo provar para todo mundo como ela é querida na comunidade), o Departamento Feminino, a Ala das baianas, a Velha Guarda (com a excelente notícia que o presidente da Velha Guarda, Ed Miranda, que estava hospitalizado, se encontrava bem e na quadra), a bateria do Mestre Taranta, e porque não dizer do Mestre Marrom. Como em todos os sábados a bateria aqueceu, e numa batida bem diferente do usual, que ainda não estava bem conectada, mas que tem um bom futuro, e quando estiverem bem ensaiados vai ser um arraso! Depois, junto com Luizito, a bateria iniciou o samba de exaltação a Mangueira, a minha Mangueira, como sempre, de arrepiar, mas algo estava estranho, os sambas antigos foram tocados, e algo continuava estranho, não sei o que é, o som dos instrumentos parecia não conseguir chegar aos meus ouvidos, estava baixo, sem emoção, sem paixão que é sua característica principal, percebi que Marrom ainda não havia chegado… Luizito parecia desanimado, mas foi só impressão, conversando com ele depois, me disse que estava tudo bem. Lequinho subiu para puxar os sambas com Luizito, ai meu Deus, não era o dia dele… A situação estava se complicando… Bateria baixa e puxadores que não estavam dando conta do recado… Aí veio a melhor surpresa da noite, Tomaz, neto do saudoso e eterno Jamelão, contrariando seu comportamento dos últimos meses estava simpático, receptivo, sem cachecol e casaco (e olha que até fazia um friozinho), e começou a puxar os sambas, sem salto alto, concertando o que estava errado, completando o que estava faltando, melhorou sua voz, melhorou seu estilo, melhorou sua atitude, melhorou em tudo!!! Estava ótimo, e deu um show! Acho que ele anda lendo o estacaoprimeira.org! Parabéns Tomaz, está indo no caminho certo, estou orgulhosa de ver seu crescimento, seguindo os passos do avô, tome conta dos nossos microfones, você tem talento e está sabendo lapidá-lo muito bem, sabe que ainda tem muito chão pela frente, mas o caminho é esse mesmo, você está trilhando o certo agora.
Começou a tocar o samba vencedor de Lequinho, Bernini e companhia, é impressionante como todo mundo se empolga, a maioria ali presente ainda não sabia a letra de cor (público diferente), mas estava com a letra na mão e cantou, cantou forte o samba campeão! Luizito ainda está correndo com o samba, o que é bem nítido na segunda parte, a parte mais cadenciada, mas Tomaz estava lá, tentando dar o tom, o ritmo, junto a Lequinho, e o público, ah! Minha adorada nação mangueirense, também tentou segurar Luizito, e na última passagem do samba, ele já estava entrando no ritmo, para nosso alívio e o da bateria também! Porque com o puxador acelerando não há bateria que consiga se manter no compasso. Marquinhos e Giovanna estavam lindos como sempre, elevando a nossa bandeira, a colocando no seu lugar de destaque durante as no mínino 10 repetições do samba. Quem resolveu dar o ar de sua graça foi a Rainha da Bateria Gracyanne Barbosa, que também se mexeu (porque sambar não é muito com ela não) por todo esse tempo, num vestido dourado que se não fossem as lantejoulas ficava igual à camisola daquela ex-BBB.
Intervalo, e o clima começou a melhorar… Minha sensação de algo estranho no ar foi desaparecendo, e meu coração estava mais aliviado, vai ver foi a tal da dengue mesmo!
Locutor pronto para falar, e que palavras bonitas, elogiou o povo presente, a alegria que estava tomando conta do nosso Palácio, a nação de torcedores fervorosos da Mangueira, porque não somos doentes pela Mangueira, lugar de doente é no hospital, somos torcedores fervorosos, com sangue verde e rosa! Exaltou mais uma vez a nossa presidente Eli Gonçalves, mais conhecida como Chininha, e desta vez citou todas as suas conquistas, toda a sua luta, todo seu sofrimento em, segundo ele, 50 anos de Mangueira! Isso foi tão estranho… Uma coisa é saudar outra coisa é exagerar! Mas quem sou eu pra julgar? Quem estava lá que tire suas conclusões. E veio, então, a maior gafe da noite! Ele dizendo como nossa presidente estava feliz em ver que seu sonho estava se realizando naquela noite de gente feliz e casa cheia, e que ela estava com um lindo sorriso olhando para isso tudo de seu camarote presidencial, quando olho para ela, como lhe é peculiar, não tinha nem meio sorriso, então ele concertou: “ela está sorrindo por dentro”, e aí, todos riram por fora mesmo!!!
Quando o samba volta na segunda parte da noite, o Vadinho Freire começa uma brincadeira com a bateria… A brincadeira era tocar axé, começou com Levada Louca e por aí continuou, achei bem esquisita essa parte e me lembrou ensaio do Salgueiro, mas tudo bem é válido, anima, e chama mais gente pro nosso Palácio, ou seja, mais dinheiro para fazer o nosso carnaval! E na segunda parte, chega o tão esperado Mestre Marrom, e a bateria volta a ser como sempre foi, empolgada, apaixonante, brilhando, exalando emoção nos nossos ouvidos, mas que maravilha!!! Parabéns Mestre Marrom, por seu excelente trabalho à frente da nossa bateria! Até a Rainha que só aparece um pouquinho e que nem na grande final do samba foi, voltou ao seu posto! Que surpresa!
E assim foi a noite, estranha, alegre, empolgante, cheia de surpresas boas, outras nem tanto! De monótona não teve nada! Se bem que nada na Mangueira pode se chamar de monótono! Minha estranheza passou no decorrer da noite e minha paixão congênita pela Minha Mangueira foi mais uma vez fortalecida!
Obrigada Estação Primeira de Mangueira por mais uma noite mágica, de sonho e realidade, de amor e de esperança! Vamos fazer um lindo carnaval, tenho certeza!
Camila Sampaio


