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Posts Tagged ‘Jamelão’


luizito_interna_noticia Na reunião de diretoria acontecida na ultima 3ª feira, dia 2/12, como noticiada na coluna, Agenda, muitos assuntos foram abordados por pessoas da alta diretoria. Entre os assuntos, o carnaval de 2009, dívidas que serão deixadas para a próxima gestão, alguns assunto sobre o ensaio que acontecerá no próximo domingo, pedidos do carnavalesco, problemas acontecidos no ensaio de rua, no domingo que passou. Tudo isto pareceu pequeno quando nosso presidente da bateria, Bill pediu a palavra.

Bill reclamou e não foi pouco! Com informações retiradas do estacaoprimeira.org, quis saber o que tinha sido o evento na Portela acontecido no dia 14/11, na coluna da Lala. A Mangueira não mandou ninguém, foi a única escola que não mandou, sequer uma bandeira, e num evento que contou com a participação de Wantuir, Wander Pires, Bruno Ribas, Tinga, Quinho, entre outros, Luizito não compareceu. Por sorte, Lequinho e Jr. Fionda tinham ido, por coincidência, ao evento e por convite nosso, Mico também foi honrar nosso pavilhão. Na hora que a Mangueira foi chamada, até Mico, conhecido ritmista, acabou no microfone. Não fez feio, mas não era nada parecido com as outras escolas do grupo especial e do acesso, que levaram casais de Mestre Sala e Porta Bandeira, passistas, componentes…

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Parabéns Marrom, minha amada e idolatrada Marrom!!!

Alcione comemorou seu aniversário do jeito que gosta, no Palácio do Samba, no último sábado (22/11/2008), cercada por mangueirenses, era nítida sua felicidade por estar ali.

Adentro o Palácio já procurando Marrom, eram faixas espalhadas por todo lado em comemoração aos 61 anos dessa grande cantora de coração verde e rosa, 61 anos muito bem conservados, diga-se de passagem. Acho Alcione no camarote presidencial, ela estava deslumbrante numa roupa verde, cabelos perfeitamente penteados e um sorriso que não saía do rosto, mandava beijos a todos, estava feliz. Adoro quando Alcione está presente no Palácio!

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Semana exaustiva… Ensaio da bateria na quarta, Portela na sexta, ensaio no sábado, plantão 24 horas no domingo… Demorei para conseguir metabolizar tudo que ocorreu para poder escrever para vocês sem deixar escapar nenhum detalhe, desculpa a demora…

Ensaio da bateria (quarta-feira, 12/11/2008):

O ensaio começou com a comunidade cantando o samba de 2009 puxado por Vadinho. Como nossa comunidade é apaixonada, como vibram, suam, gritam, curtem estar ali… Enchem de orgulho todos nós mangueirenses, merecem, merecem muito ganhar a fantasia, merecem muito participar dessa festa, aliás, sem eles a nossa Estação Primeira não teria a força que tem. Chininha estava lá desde cedo e ficou até o final, misturada com a comunidade e não no seu camarote, fiquei muito feliz de ver isto, vou todas as quartas e nunca tinha visto, espero que continue assim, uma presidente presente é fundamental. A bateria chegou um pouco mais tarde do que o habitual porque estavam gravando a chamada do carnaval da Rede Globo na cidade do samba, foram 50 ritmistas, e pelo que me disseram vai ficar bem legal, aguardamos para ver. Read the rest of this entry »

Em casa de ferreiro, o espeto é de pau! Se alguém pergunta o porquê do Luizito correr e acelerar e ninguém falar nada, a resposta virá com outra pergunta. NINGUEM FALAR NADA? Todo mundo já falou. Minha mesa durante toda a disputa do samba era ao lado da do Luizito e não foram duas nem três vezes que ouvi pessoas falando gentilmente: Luizito, não corre com a música não, pega leve! No ano passado e neste, não foi falta de puxão de orelha, os mestres e diretores de bateria falaram, todos falaram. Não teve jeito, Luizito parecia não ouvir a bateria e à cadência, nada. Entrava cantando quemsoueusoutenhoamaisbelamaneiradeexpressar, ou mesmo, aosomdeclarinsdescendoaladeirasoumangueira.

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clip_image001Por esses dias me peguei analisando uma pergunta, que nunca tinha me chamado grande atenção. Contudo, dessa vez me fez pensar e repensar aquilo que nós muitas vezes falamos sem conhecimento de causa, ou então falamos o que nos vêm à cabeça, sem grande analise, ou muitas vezes sem nem entender o que nos foi perguntado, a profundidade daquilo, e como aquilo poderá ou não influenciar no pensamento da pessoa sobre você. Muitas vezes se fala vergonhoso, para evitar aquela piadinha sem graça, e que logo vem uma resposta tão ríspida quanto a pergunta, todavia isso não chega nem a ser uma falta de educação, é uma forma de proteção, para a pergunta que você pensa e repensa várias vezes se deve responder ou não, e se houver maiores perguntas do tema, você acaba dizendo por dizer. Creio que todos sabem qual é a pergunta, a famosa, “Por que você é mangueirense?”, “Qual escola você torce?”, “O que te fez levar a esse pensamento?”. E claro aquela piada sem graça culmina a conversa, por tanto, esqueçamo-la, e enfoquemos no que realmente é importante.clip_image002

Realmente esses dias, fiquei me perguntando… “Por que sou mangueirense?”, eu particularmente, não tenho família envolvida no samba, muito pelo contrário, eu iniciei isso dentro dela, e hoje muito já até desfilam. Mas não encontre resposta sobre tal indagação, e fui ler o texto estupendo, sem adjetivos para classificá-lo, do Rafael, nosso editor chefe, e realmente acredito que encontrei uma resposta, e mais uma dúvida… A resposta é que todo mangueirense tem um sentimento, inigualável, inatingível, e incomparável. Você é mangueirense, não há explicação, não há palavras para se explicar, por mais que se busque, nunca se encontra a resposta, é algo sublime, acima do bem e do mal, acima de qualquer pensamento racional, e realmente parei minha analise por aí, pois acabaria hoje em uma “casa de repouso”, pois passaria a ter sérios distúrbios mentais!(risos) Porque ser mangueirense é algo nato, você nasce com aquilo, e quando, quem teve a oportunidade, como nós de ouvir ao longe, o entoar do nosso eterno Mestre Jamelão, cantando o nosso Hino de Exaltação à Mangueira, com seu refrão inigualável (Chegou, ô, ô, ô, ô, A Mangueira Chegou, ô, ô) , e que faz, sabe-se lá porque o coração bater mais forte, a mão suar frio, as pernas tremerem, e uma alegria, de forma descomunal, que te pega desprovido, e faz muitas vezes você chorar, ou rir, sem saber por quê. E a outra indagação que me veio, foi “Qual será esse sentimento de ser mangueirense?”, pensei, repensei, analisei, dormi pra ver se algo durante meu repouso me vinha à cabeça, e nada… Estava ficando preocupado, realmente preocupado, por que aquela indagação não me saia do pensamento. Até que cheguei a uma conclusão óbvia, e que, creio eu, estava à fronte dos olhos. Ser Mangueirense é um sentimento por si próprio, não há demais adjetivos para classificá-lo. Assim como os demais sentimentos do Amor, Paixão, Carinho, Saudade, “Ser Mangueirense”, é algo acima de qualquer analise, e que deveria, a meu ver, estar no dicionário, pois sentimento igual, não há. Ou melhor… Há! Mas esse sentimento entra no aspecto esportivo, e como não somos um blog que trata de tal tema, me abstenho de qualquer comentário.

clip_image002[9]A outra pergunta que também me tirou o sono, foi “Por que sou mangueirense?”. Lembro-me que em 2005, estávamos eu e um professor conversando sobre torcida, e eu fiz uma analise dizendo que era mangueirense. Ele continuando a conversa, e com toda educação que tem claro não fez aquela famosa piadinha… E fez uma pergunta que eu realmente nunca tinha parado pra pensar. “Por que você é mangueirense?”. Juro que me peguei de surpresa com essa pergunta, jamais alguém me viera fazer aquela pergunta, e eu respondi meio atordoado e sem pensar. “Porque meu avô era fã do Jamelão, e quando ainda vivo, e eu em minha tenra idade, me fazia ouvir seus inúmeros LP’s do grande intérprete mangueirense, creio eu, que ficou guardado na memória, e quando tomei consciência, já vi que era mangueirense”. Mas na verdade me lembro como se tivesse sido essa madrugada… Estava em minha casa de praia, durante o carnaval de 2002, vendo televisão, e passando os desfiles das escolas de samba. Fiz até uma observação para com a minha tia que estava preparando algo para todos nós, tínhamos acabado de chegar da rua. “Poxa… Que nominho de escola, Mangueira”, minha tia não deu grande importância, e ai continuamos, até que meus primos e outros tios chegaram, e ficamos ali vendo o famoso desfile “Brazil com ‘Z’ é pra Cabra da Peste, Brasil com ‘S’ é a Nação do Nordeste”, do então carnavalesco Max Lopes. E vendo aquela comissão, com pessoas entrando e saindo das malas, aquele abre-alas imponente, todo branco, aquele desfile colorido, todo respeitando o Verde-e-Rosa, até que perguntei por que estava tudo naquela cor, e me disseram, “Por que são as cores da escola”, claro não dei grande importância, e continuei, ao final do desfile apareceu aquele senhor, que a voz durante o desfile me parecia familiar, em cima do carro de som cantando com todas suas forças, e aquilo realmente me chamou muita atenção… Nos demais dias só me vinha à cabeça “Vou invadir o nordeste, seu cabra da peste/ Sou Mangueira…”. E na quarta-feira de cinzas, depois de um dia de praia, todos foram descansar, eu fui ver a apuração do grupo especial das escolas de samba do Rio de Janeiro. E lá estava eu vendo a apuração, o cara falando, e eu não entendendo absolutamente nada. E passava aqueles resultados parciais, e vi o nome “Mangueira”, e pensei comigo, a escola estava bonita mesmo. E continuei vendo, para o final da apuração não sei o que acontecia, mas uma ansiedade, uma euforia, algo que realmente chegou “do nada”, um aperto do meio, e aquele 1 décimo, quase matando, até que veio a notícia “Estação Primeira de Mangueira Campeã do Carnaval 2002”. E veio o nome realmente da escola, e aquele “Estação Primeira”, me chamou muita atenção, PRIMEIRA. No demais… Todos já sabem o final por certeza, e por conhecimento de causa, sei que todos tiveram seu amor iniciado se não desta maneira, de forma bem parecida.

clip_image002[7]A partir daí entendi, que eu já era mangueirense, talvez antes de nascer, ou até em demais vidas (para quem o acredita), mas realmente é algo inexplicável, algo acima de tudo que se pode imaginar. Não existe “Amor à Estação Primeira de Mangueira”, paixão… Nada disso. Existe apenas um sentimento sublime, que só quem torce pela Verde-e-Rosa da Mangueira, que só quem já sentiu dentro de si, sabe qual é o sentimento maior de “Ser Mangueirense”.

clip_image002[5]Saudações Mangueirenses!

Clêi V.



Se existe um samba favorito, eu não sei, acho que é a pergunta que todos me fazem. Eu continuo minha análise e separei para ficar mais funcional, uma categoria dos sambas que não tem a MENOR chance, inclusive com uma subclasse de sambas toscos, que não sei como não foram de cara, desclassificados. Na lista dos sambas que têm chance, qualidades e defeitos em todos eles, são sete os sambas que classifico assim. Não consigo, destes sete, dizer qual tem mais ou menos chances. É questão de gosto, e mesmo conversando com gente que tem base para discutir, não posso considerar o meu gosto como o da maioria.

Agora eu posso escrever sobre, dos quatorze sambas classificados, eu já ouvi e li todos. Dos tais sete que considero os que têm chance, quatro deles precisam de ajustes, uns precisam de grandes ajustes de letra, um, por exemplo, que gosto muito, um dos favoritos, e citando aqui, todos saberão, tem no meio do refrão a seguinte pérola: “Que cresce na dor”, falando de paixão, eu acho que este é o tipo de coisa que deve que sofrer alteração. Outros precisam de pequenos ajustes na melodia, como é o caso do samba do Lequinho. Acho os dois refrões incríveis, porém, no “É sangue, é suor”… Acho que no “à minha bandeira” o samba caí em um buraco melódico, e não deixa o final do refrão explosivo como deveria, problemas para o pessoal da harmonia. Então, cada um deles tem um ajuste a fazer, seja lá qual for o quesito.

Neste sábado, estive na quadra desde o início, e atenção. Quem gosta da Mangueira, mesmo que não seja torcedor, tem a obrigação de ir nesta época. O evento que foi arrastado e desorganizado na semana passada deu um SHOW neste. O Grupo Regente da Mangueira começou a noite inspirado. Cheguei ao ouvido de um dos componentes e falei que estava com uma amiga que desfilava desde 67 na Estação Primeira e que queria ouvir sambas antigos. Pedido atendido, e mais, superou qualquer expectativa. OBRIGADO GRUPO REGENTE, vocês transformaram a noite de muitos em um momento inesquecível. Tocaram sambas de todas as épocas, começando por “O Grande Presidente” de 1956, o samba de Getulio Vargas, que fiquei impressionado, não era só eu que sabia a letra, foi muito cantado. Logo após, tocaram “Recordações do Rio antigo”, 1961, um show, que foi adiante com 1976 maravilhoso. “O mundo encantado de Monteiro Lobato” é sem sombra de dúvidas um dos maiores sambas enredo de todos os tempos, acho que ninguém discorda disto. E Por aí foi, acho que dos últimos 25 anos, ao longo da noite, fosse pelo Grupo Regente, ou pelos intérpretes no palanque dos compositores, agora, JAMELÃO, com acompanhamento da bateria, nenhum foi esquecido, que maravilha de evento.

No mais, o grande objetivo da noite, a disputa da chave B, onde todos esperavam uma briga mais acirrada que a fácil chave A do sábado anterior. Realmente a chave B teve outro nível, mas quem foi ao Palácio, só de entrar, já viu a força política de uma parceria. Era uma faixa de cerca de quatro metros em verde e rosa na frente do palácio de boa sorte e com trechos do samba de Lequinho, Bernini, Jr Fionda e Clarão. Do lado de dentro, mais duas faixas, uma de cada lado da quadra, cada uma com um dos refrões do mesmo samba. Encaminhei-me para a minha mesa, exatamente abaixo do palanque Jamelão e vi uma cena incrível. A Parceria de Eraldo Caê e companhia tentava colocar um enorme banner com toda a letra do samba deles ao lado do palanque. Foram advertidos e tiveram que chegar o banner para o lado.

A disputa começou muito bem, muito mais animada que no fim de semana passado e a maioria dos sambas tinha força, muita gente já sabia cantar e não paravam de chegar os panfleteiros ou até mesmo compositores, com suas letras impressas para que todos pudessem acompanhar. Desta fez os papeis ou eram fotocópias em preto e branco, ou impressos, alguns inclusive muito caprichados, mas as cores eram verde e rosa, ninguém apostou em outra cor, como o azul e amarelo da semana passada.

DSC02625 Algumas parcerias já se apresentavam com rodas no meio da quadra, com torcedores com bandeiras agitando, andando em círculo como manda a tradição, outros, já mais comedidos. Foi quando a quadra parou e uma multidão foi para o meio prestigiar o único samba que ninguém precisava mais da letra. Dois enormes letreiros em neon foram ligados com partes dos refrões, como feito no ano anterior. A parceria de Lequinho e companhia foi cantada por todos, foi a que levou mais gente para o centro da quadra, os diretores da Mangueira, muitos deles, no júri central, cantavam a música de cabeça. Até o carismático Edson Góes, que comanda a harmonia, não se segurava em cantarolar, a bateria parecia ensaiada para o samba. Foi o único da noite que vi mais força que os outros, também maravilhosos. Outros também se destacaram, mas este foi o que dava para ver uma força mais fora do comum.

Sábado que vem tem mais disputa e agora, com os quatorze sambas que sobraram. Eu indico, é imperdível e o negócio vai ficar melhor a cada sábado. Neste, ainda teremos alguns sambas sem chances, mas acho que a partir do próximo, não tem mais forte, não tem favorito, começa a briga de cachorro grande na disputa do samba 2009 da Mangueira. Espero por todos, é IMPERDÍVEL.

Parcerias Classificadas
- Paulinho Rocha, Vicente Felisberto e Fininho
- Eraldo Caê, Paulo de Carvalho, Diego Cabral e Bitú G-Sé
- Marcus Muniz, Renan Brandão, Machado e Marcelo Nunes
- Lequinho, Jr. Fionda, Gilson Berini e Clarão
- Celso Tropical, Catranca, Marcelo Santa Clara e Partidinho
- Jorge Nascimento, Rodrigo Carioca, Jorge PQD e Jorginho Bonsucesso
- Índio da Mangueira, Luisinho Oliveira, Daniel do Riachuelo e Beto Savana
- Zeca Monteiro, Bete da Mangueira, Deija e Valter Veneno
- Gustavo Louzada, Vanderson, Junior e Dirley
- Antunes King e Olímpia 
- Aníbal, Jerônimo GG, Pope e Jurandir Terra
- Tuaregue, Jocelino, Paulo Beto e Madeira
- Alexandre Nascimento, Ailton, Braian Soares e J. Oliveira
- David Corrêa, Marcelo D’Aguiã, Resemar da Mangueira e Bizuca

Saudações Mangueirenses