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A Estação Primeira de Mangueira resolveu hoje adiar a entrega dos sambas concorrentes para o carnaval 2010, cujo o enredo é “Mangueira é Música do Brasil”, da carnavalesca Márcia Lage, para o dia 16/07 até às 18:00. Lembrando que no dia 18/07 começarão os ensaios de sábado a noite no Palácio do Samba.

Na Feijoada Verde-e-Rosa ocorrida no último sábado (11/07) no Palácio do Samba, Clêi Valverde, editor chefe do Estação Primeira.org, Leonardo Rangel e Renato Ceschine, da torcida Nação Verde-e-Rosa fecharam parceria entre as duas forças da torcida da Estação Primeira de Mangueira, o site Estação Primeira.org e a torcida organizada Nação Verde-e-Rosa.
É um novo momento da Mangueira, e agora de sua torcida e sua voz. Trabalharemos sempre em prol da excelência da preservação da história da Estação Primeira de Mangueira visando seu futuro.
Obrigado.
Clêi Valverde
Editor Chefe Estação Primeira.org
Leonardo Rangel
Vice-Presidente Nação Verde-e-Rosa
Renato Ceschine
Diretor Administrativo e Financeiro Nação Verde-e-Rosa

A Estação Primeira de Mangueira convida a todos para mais uma edição da Feijoada Verde-e-Rosa a acontecer ao dia 11/07 no Palácio do Samba, a partir das 13:00. O valor é de R$25,00 com direito a camisa do evento e a feijoada.
A agenda da será:
-1º Encontro de Passista da Mangueira
-Elymar Santos
-Acadêmicos do Salgueiro
-Samba pra Gente
Maiores informações: 78452625

Marcos Roza, 38 anos, o “Caneta do Samba”, pioneiro no segmento de pesquisa de enredo iniciou sua trajetória no carnaval no ano de 1997/1998, como aderecista da Unidos de Vila Isabel. A partir de então decidiu procurar o carnavalesco Jorge Freitas, então carnavalesco da escola, para oferecer ajuda na pesquisa de enredos, pois essa era até aquele momento uma profissão inexistente dentro da enorme “Indústria do carnaval”. Era um trabalho elaborado e executado pelo próprio carnavalesco e Marcos percebeu a carência de um profissional de história voltado exclusivamente para esse tipo de trabalho.
No ano seguinte, Marcos Roza ainda estudante, apresentou um projeto junto ao Departamento de História da PUC e ofereceu para os carnavalescos, que em um primeiro momento não entenderam a ideia de um projeto voltado a assessoria de pesquisa, pois achavam que esse profissional poderia futuramente tirar o lugar dos próprios carnavalescos.
Segundo Marcos, as funções do pesquisador de enredo são:
– Preparar textos que facilitem a confecção de fantasias e carros alegóricos;
– Sugerir títulos para fantasias, alegorias e título de enredo;
– Impedir que imprecisões de história sejam levadas para a Marquês de Sapucaí
Além disso, Marcos Roza aponta três aspectos fundamentais em sua carreira: Percepção da necessidade de um profissional voltado para a pesquisa; ao inaugurar um mercado de trabalho e com isso ganhando a concorrência e a criação de sinopses poéticas, rimadas, que facilitem o entendimento do enredo. Esta última é uma marca típica dos trabalhos de Marcos Roza.
Alguns dos principais trabalhos de Marcos Roza:
– Vila Isabel, com Jorge Freitas e Oswaldo Jardim
– Mangueira, com Max Lopes
– Império Serrano, fazendo parte de uma comissão de carnaval com Silvio Cunha e Ernesto Nascimento
– Unidos da Tijuca, com Chico Spinoza
Hoje, Marcos Roza é um dos principais pesquisadores de enredo do carnaval carioca, tendo trabalhado com quase todos os carnavalescos, com exceção de Rosa Magalhães e Milton Cunha.
No ano de 2002 Marcos trabalhou em doze escolas, sendo seis no Grupo Especial, inclusive a campeã Mangueira com o enredo “Brasil com Z é pra cabra da peste, Brasil como S é nação do Nordeste”. Trabalhou também em outros grandes enredos como: “O Grande Circo Místico”, na Mocidade Independente de Padre Miguel, “O Império do Divino”, no Império Serrano, entre outros e em 2010 estará auxiliando também a carnavalesca Marcia Lage na Estação Primeira de Mangueira. Além de ser Diretor Cultural da LESGA.
Essa é a trajetória do entrevistado da vez pelo nosso Estação Primeira.org. Quem quiser enviar perguntas ao entrevistado o site está disponibilizando esse espaço para que os torcedores enviem perguntas. As perguntas serão analisadas e as selecionadas serão feitas ao pesquisador e posteriormente postadas no site, assim como toda a entrevista na íntegra.
Aguardamos as perguntas e com enorme satisfação e as passaremos ao Marcos Roza que gentilmente aceitou conceder essa entrevista a nós do Estação Primeira.org, a Voz da Nação Mangueirense.
TODAS AS PERGUNTAS DEVERÃO SER ENVIADAS ATÉ O DIA 09/07 PARA: cleivalverde@yahoo.com.br
Thiago Sampai
Hoje é um dia muito especial para senhores e senhoras da Estação Primeira de Mangueira. São 53 anos de glória que estão gravados no coração Mangueirense. Mesmo na terceira idade, estes são mais jovens do que muitos, eles possuem uma alegria de viver no qual é impressionante.
Em 2008 tive a oportunidade de ir a um show da Velha Guarda. É impressionante a simpatia com que eles tratam as pessoas, cantando sambas imortais da história Mangueirense, fizeram um show digno de Estação Primeira de Mangueira. Sempre com um sorriso no rosto e sua alegria de viver, interpretam sambas como “SEI LÁ MANGUEIRA”, “AGONIZA MAS NÃO MORRE”, “ALEGRIA” e muitos outros sucessos.
Tia Zélia com mais de 80 anos ainda tem energia para dar e vender, durante o show ela rebola e o público vai ao delírio. Infelizmente com o passar do tempo o mundo do samba vai perdendo personalidades, é normal, faz parte do ciclo da vida, mas é importante que as diretorias das escolas de samba em geral, valorizem as suas comunidades, pois estas desempenham o papel de guardar a grande relíquia que é o samba, no qual está se perdendo com o passar do tempo. Portanto a musica de Nelson Cavaquinho traduz perfeitamente o pensamento destes senhores que fazem parte de uma linhagem rara de sambistas:
“Em Mangueira, quando morre
Um poeta, todos choram
Vivo tranqüilo em Mangueira porque
Sei que alguém há de chorar quando eu morrer
Mas o pranto em Mangueira é tão diferente
É um pranto sem lenço que alegra a gente
Hei de ter um alguém pra chorar por mim
Através de um pandeiro ou de um tamborim…”

Muitos dos integrantes da Velha Guarda são discípulos de Cartola, Padeirinho, Carlos Cachaça, Nelson Sargento, e muitos outros que dão orgulho a um coração mangueirense. Voltando a história do show que eu tive a oportunidade de ver, fiquei perguntando-me como estes senhores tem tamanha disposição para dedicar-se à música e ao trabalho de uma velha guarda. Olhei para o lado e avistei um sambista de mais ou menos 70 anos, cheguei perto dele, e perguntei-lhe se ele era mangueirense, imediatamente ele respondeu que não, sua paixão era a Portela, mas que a Mangueira era sua amiga. Depois ele tirou a carteira do bolso e me mostrou a sua carteirinha de sócio da Portela. Naquele momento percebi que aquela paixão que o movia era a mesma da minha, e igual a dos integrantes da velha guarda, uma paixão única, que envolve o mundo do samba.

Portanto gostaria de desejar parabéns a todos os integrantes, Josimar (Produtor da Velha Guarda). Lembrando também que não é apenas a VELHA GUARDA SHOW DA MANGUEIRA, mas todos aqueles senhores e senhoras, que de alguma forma contribuíram para a brilhante história Mangueirense, que orgulha essa nação!
Obrigado por existirem, por terem sempre retratado tão bem a história do samba.
PARABÉNS!!!!!
Matheus Maciel
A Velha Guarda da Mangueira comemora 53 anos de fundação em grande estilo, convidando todas as Velhas Guardas do Rio de Janeiro para uma grande festa no Palácio do Samba ao dia 05 de julho (domingo) a partir das 13 horas a animação fica por conta do Grupo Regente da escola com Participação especial de Tantinho da Mangueira.



