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Posts Tagged ‘ensaio’


SDC11154 300x225 Apoteose Verde e Rosa

Poucos sabem um dos motivos da construção da Av. Rio Branco (antiga Av. Central), que sai do cais do porto da Praça Mauá e vai até o aterro do Flamengo tendo uma belíssima vista para o Pão de Açúcar, na lateral direita o Theatro Municipal, do lado esquerdo a Escola Nacional de Bellas Artes e a Biblioteca Nacional. Mas Pereira Passos esqueceu de um elemento para apoteose estar completa, as cores Verde-e-Rosa e claro a tradicional Bateria Surdo Um, aí sim seria a grande apoteose do Rio de Janeiro, mas já que na época ainda não existia a Estação Primeira de Mangueira, nós nos tempos atuais temos o grande privilégio de poder chegar a apoteose, hoje na Marquês de Sapucaí que mesmo em cimento, tem o colorido Verde-e-Rosa e alegria dos componentes que cantam ao som do rufar dos tambores e os desenhos de tamborim, “Meu Coração é Verde-e-Rosa!”

SDC11130 300x224 Apoteose Verde e Rosa
Num ensaio que foi marcado pela tensão dos diretores pela necessidade de que o último ensaio técnico se apresentasse de forma perfeita e a escola não apresente erros, a Estação Primeira de Mangueira fez uma apresentação de gala, que mesmo com a chuva não se viu nenhum problema, a Verde-e-Rosa está pronta para desfilar em chuva, calor, neve, tufão, sob qualquer adversidade física, o que nesse caso, a boa e velha Manga com certeza será um furacão que fechará o carnaval 2010. Mas, como ensaio não é desfile oficial e realmente é o momento de errar, temos que comparar com o outro ensaio que teve alguns erros graves, dos quais muitos foram solucionados, porém alguns persistiram felizmente… Read the rest of this entry »


No último ensaio do ano não poderia faltar o tradicional branco para comemoração do Réveillon antecipado da Estação Primeira de Mangueira que, diga-se de passagem, mesmo que fosse dia 31 de dezembro, a quadra se manteria cheia. Se duvidar até mais, afinal, como diz o presidente Ivo Meirelles: “Lugar de Mangueirense, é na Mangueira!”.

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abertura do ensaio técnico

Não poderia haver melhor forma para a Estação Primeira de Mangueira começar seu carnaval.
A começar pelo fato que a escola irá fechar a segunda noite de desfiles, encerrando o espetáculo do grupo especial, tivemos a honra, junto a Acadêmicos do Cubango, de abrir a temporada de ensaios técnicos na Marquês de Sapucaí.
Os ventos sopram a favor em Verde e Rosa.

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SDC10545Realmente a escola vem firmando um jeito tradicional e moderno de se fazer os espetáculos de cada noite. Infelizmente, ainda é cheio de erros, lacunas e desorganização. Mas algumas coisas devem ser pontuadas por grande melhora e evolução. Digo isso por experiência própria na entrada da escola que, nos últimos dois sábados, não tinha o meu nome e o da equipe do Estação Primeira.org registrados na lista que pude observar, contudo, a entrada do site não foi vetada, o que faz acreditar que, o nome da equipe estava, mas não foi procurado corretamente. Algo que não aconteceu dessa vez, quando houve um empenho e uma organização grande nesse sentido, em destaque para atenção dada pelos responsáveis de imprensa da Estação Primeira de Mangueira. Das demais vezes, claro que houve. Dessa vez foi notório que a equipe se organizou melhor, e está de parabéns. Ao adentrar, os erros eram perceptíveis a qualquer um.

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A Estação Primeira de Mangueira liberou no último ensaio, sábado, dia 24/07 a lista dos 20 de 70 sambas e seus compositores que concorrerão ao samba-enredo de 2010 da Verde-e-Rosa, com o enredo, “Mangueira é Música do Brasil”, da carnavalesca Márcia Lage.

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Quando sentei para escrever este artigo, eu tinha apenas o desejo de registrar o que vi, vivi e experimentei ao longo das últimas semanas, quando se deram os três ensaios técnicos da Mangueira na Sapucaí. Claro que, curvado diante da minha mais absoluta ignorância, nem sequer passou pela minha cabeça realizar uma análise dos fundamentos técnicos que são exigidos de uma escola de samba. Deixo esta tarefa para quem sabe: Rafa, Clêi e cia. O que saiu foi, na verdade, um desabafo, que eu espero que sirva para reflexão de algumas pessoas influentes (ou não) na escola.

Como primeiras palavras, sempre acho que cabe uma apresentação do autor, relatando grandes feitos do passado e experiências vividas. O problema é que, ao longo dos meus 29 anos, não tenho tantos comentários deste tipo para tecer. O que posso dizer é que carnaval para mim, até alguns anos atrás, sempre foi uma época de viajar com a família (quando criança) ou com amigos (adolescência em diante). Nunca tive grande contato com escolas de samba, desfiles ou coisa do tipo, apesar de SEMPRE, exigir não sair no dia do desfile da Mangueira para ver Mestre Jamelão e a nossa Verde e Rosa passarem e torcer como um fanático na apuração! Quase uma Copa do Mundo anual…

Mas a maturidade veio chegando e, com ela, a libertação dos conceitos maternos/paternos de estilo de vida. Em função disto, há alguns anos alimento o sonho de desfilar pela Estação Primeira. Nunca o realizava em função do preço elevado das fantasias. Até que um belo dia, e põe belo nisso, consegui ingresso para assistir ao desfile das campeãs: ano do guri Chico Buarque. Pronto, deste dia em diante, fui fisgado de vez pelo amor incondicional à Mangueira e jurei que um dia desfilaria com ela, nem que isso me custasse o salário de um mês inteiro! O tempo passava, eu não conseguia juntar o dinheiro e compensava essa frustração desfilando no grupo de acesso, que é mais barato (com todo respeito às co-irmãs).

Apesar da falta de dinheiro não me permitir desfilar na minha escola, no Palácio do Samba dava para ir! Lembro-me do primeiro dia no Palácio, foi arrepiante! Senti-me em casa na hora. A emoção era tanta que eu não conseguia (e confesso que ainda não consigo muito bem) cantar nenhum samba-enredo, sem que as lágrimas quisessem sair de meus olhos. Eu precisava parar de cantar, olhar para o alto e respirar fundo. Enquanto isso, no carnaval mesmo, eu ia acompanhando (religiosamente e sempre emocionado) os desfiles da Manga pela TV.

Até que ano passado assisti (incrédulo) nossa escola desfilar, debaixo de um pé d’água de fazer inveja às Cataratas do Iguaçu e capenga, quase feia…um desastre! Cada minuto que se passava as lágrimas escorriam em minha face. Entretanto, desta vez não eram lágrimas de alegria. Eram de tristeza mesmo. Eu não podia acreditar no que estava vendo, foi uma das dores mais profundas que experimentei na minha vida!

Pois bem, este ano me enchi de ousadia e decidi que precisava participar deste momento delicado da escola. Eu tinha que fazer a minha parte para ajudar a tirar a Manga do poço do ano passado. Era como se eu tivesse sentido um chamado…então parcelei a minha fantasia em quatro vezes (salve Clarice, minha presidente de ala querida!) e VOU!

Dezembro ia se aproximando e eu contava os minutos para o dia do primeiro ensaio oficial na Sapucaí. A ansiedade tomava conta de mim, pois, pela primeira vez eu estaria lá, dentro da escola. Era um domingo, tarde da noite, e as arquibancadas cheias esperavam pela manga. Eu, todo orgulhoso e me sentindo em casa, fui logo me enturmando e puxando papo com as pessoas. O que se via por todos os lados era um clima de orgulho ferido engasgado na garganta, que precisava ser colocado para fora. Nossa escola tomou conta da passarela do samba praticamente inteira com componentes da comunidade (nesta altura, não havia muitas fantasias da alas comerciais vendidas, ainda). Muito canto, muita garra, muita vontade de enterrar 2008 definitivamente, de elevar o brio da Nação mangueirense. Um ensaio excelente sob este aspecto e muito bom tecnicamente, segundo críticas.

Alma lavada, vieram as festas de final de ano e, no dia 09 de Janeiro, a Mangueira tinha a Sapucaí inteira só para ela! Público gigantesco, alas comerciais com mais gente de fora da comunidade, mas ainda com muitos mangueirenses de raiz. Cenário perfeito para mais uma festa, correto? Mas o sentimento de favoritismo, a certeza de mais uma apresentação brilhante, a empáfia e a arrogância de ser uma “gigante” do carnaval, fez com que acreditássemos que, mesmo sem muito esforço, tudo sairia perfeito. Como se estas coisas fossem assim, automáticas! E o resultado?! Componentes “desanimados” e sem garra, erros na sincronia entre a bateria e o carro de som, problemas de evolução e, como conseqüência, arquibancadas apáticas. Era como se tivéssemos voltado no tempo, para 2008.

Soma-se a isto o fato de que, nos ensaios da quadra, algumas vezes eu não via o Luizito para se afinar com a bateria e encantar o público (gosto do trabalho dele). Já o público, por sua vez, também não catava o samba. E no barracão? Muito atraso e aparente apatia em meio a declarações de falta de dinheiro e patrocínio. Parecia que o fantasma de 2008 e o salto alto tinham tomado conta da escola por todos os lados. Eu fiquei realmente muito preocupado e manifestei isso diversas vezes. Até confundido com seca pimenteira, eu fui. Vê se pode!

Chegou o terceiro ensaio e, com ele, ressuscitou o sentimento de orgulho ferido e a preocupação na Nação Mangueirense. Novamente se percebia nos olhos de cada componente que a garra e a vontade de carregar a escola nos ombros estavam de volta. Não havia clima de festa! Era um clima mais sério, mesmo e apesar das alas comerciais, que tinham componentes preocupados em se divertir, mas sem prejudicar a evolução e a harmonia da escola. Deu no ensaio mais emocionante desta temporada, até agora. A arquibancada foi junto com a escola, que corrigiu os principais erros. Lindo! Hoje, ainda vi que o barracão parece ter acordado.

Refletindo sobre tudo isso, me pergunto: será que precisamos nos sentir acuados para mostrarmos o melhor de nós, todo nosso potencial (ou “chão”, como preferirem)? É claro que a Mangueira é emoção, mas em tempos de carnavais luxuosíssimos e técnicos, precisamos usar a racionalidade em cada detalhe também e sempre, sem deixar de lado o emocional que nos distingue e nos enche de orgulho de sermos MANGUEIRENSES! Fica esta lição que, apesar de óbvia, nem sempre é seguida ou reconhecida por todos.

Sigo aqui, buscando todas as notícias que puder do barracão, alimentando minha paixão e ansiedade por ver nossa escola linda de novo! Agora, continuo contando os dias para realizar este meu sonho de desfilar aqui, se possível sendo campeão, sonho este que sei que não é só meu e que, por isso, não me importo de dividir com todos.

SANGUE, SUOR E RELIGIÃO: AVANTE MANGUEIRA!

Rodrigo Bouyer.