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Cuidado que a Mangueira vem aí! Quando saí do sambódromo, era a única frase que me vinha à cabeça. Quando eu conseguia mudar o rumo dos neurônios, vinha, E O BICHO VAI PEGAR. Sem dúvidas Mangueira fez o melhor ensaio até agora! Mostrou que tem chão, força, que está pronta para lavar todos os problemas do ano passado e o desfile vexaminoso deste ano.
Depois da merecida homenagem a Jamelão, quando começou o esquenta, já dava para sentir o show que a gente estava ouvindo no Palácio do Samba. Desta vez, em outro solo sagrado, a Marquês de Sapucaí. Olhava para frente e pensava: Esta suntuosidade ficou pequena para nós! A chuva do desfile lavou e levou os problemas para longe. Deixou para nós uma Mangueira de doces frutos e folhas verdes e deu mais força ao nosso Jequitibá.
Que saudade da minha casa verde e rosa… Ficar uma semana longe do Palácio me deixa angustiada, a perna não para de balançar quando eu estou sentada, os dedos não param quietos nas mãos e a cabeça não para de pensar no que eu deixei de ver… é meio controverso, mas sei que vocês me entendem, preciso ir na Estação Primeira para gastar energia e ao mesmo tempo repô-las, gastar energia do corpo (para uma hiperativa nada melhor que um samba), e repor energia da alma.
Cheguei, e antes de entrar, realizei o ritual de sempre: Lacir, uma porção de pastel e uma cerveja na capa. Quem não conhece o que estou falando e só perguntar pelo Lacir que todo mundo sabe indicar o caminho, um quiosque de um verdadeiramente apaixonado pela verde e rosa, que recebe seus clientes com o sorriso mais bonito da Mangueira, já foi até indicado do guia Veja Rio, vale a pena conhecer.
Entrei no Palácio, com o pé direito, com a certeza de que a noite prometia, afinal, tinha que matar a saudade de 1 semana sem ir lá. Nossa casa estava linda, cheia de gente feliz, empolgada, bonita. Mangueira, seu cenário é uma beleza!
Semana exaustiva… Ensaio da bateria na quarta, Portela na sexta, ensaio no sábado, plantão 24 horas no domingo… Demorei para conseguir metabolizar tudo que ocorreu para poder escrever para vocês sem deixar escapar nenhum detalhe, desculpa a demora…
Ensaio da bateria (quarta-feira, 12/11/2008):
O ensaio começou com a comunidade cantando o samba de 2009 puxado por Vadinho. Como nossa comunidade é apaixonada, como vibram, suam, gritam, curtem estar ali… Enchem de orgulho todos nós mangueirenses, merecem, merecem muito ganhar a fantasia, merecem muito participar dessa festa, aliás, sem eles a nossa Estação Primeira não teria a força que tem. Chininha estava lá desde cedo e ficou até o final, misturada com a comunidade e não no seu camarote, fiquei muito feliz de ver isto, vou todas as quartas e nunca tinha visto, espero que continue assim, uma presidente presente é fundamental. A bateria chegou um pouco mais tarde do que o habitual porque estavam gravando a chamada do carnaval da Rede Globo na cidade do samba, foram 50 ritmistas, e pelo que me disseram vai ficar bem legal, aguardamos para ver. Read the rest of this entry »
Sábado é dia de Mangueira, como todos sabemos! Para alguns, como eu, o segundo sábado de cada mês, é dia de dose dupla de Mangueira! Feijoada e ensaio… Mas que felicidade, um dia inteiro passado na minha Estação Primeira! Como é lindo ver o Departamento Feminino e Ala das Baianas, dançando e cantando, animando e empolgando, de dia e de noite! Será que irei conseguir essa façanha quando estiver mais velha? Esse é meu objetivo… É lindo ver a paixão dessas senhoras, lindas e simpáticas, pela Verde e Rosa! E nesse sábado teve dose dupla da minha bateria Surdo Um, quer coisa melhor? Pois tem! Irei relatar, mais uma vez, meu sábado no Palácio! Read the rest of this entry »
O ano de 2007 foi um dos mais conturbados na longa história da Estação Primeira de Mangueira. O desfile, com um enredo em homenagem a Língua Portuguesa, desenvolvido pelo carnavalesco Max Lopes foi muito bom. A escola ficou num honroso terceiro lugar, mas o que mais é lembrado no entanto, foi um episódio, confuso e mal explicado com a cantora Beth Carvalho, mangueirense de longa data, sendo impedida de desfilar num carro alegórico. Independente de quem tenha tido razão, a verdade é que esse episódio é o marco de um ano inegavelmente atribulado.
No centenário do compositor e fundador da escola Cartola que se daria no ano seguinte, a escola que completaria 80 anos, de maneira polêmica, preteriu fazer uma homenagem a si mesma e a um dos seus mais ilustres fundadores para fechar um acordo com prefeitura municipal de Recife (PE) e contar a saga do frevo, ritmo carnavalesco que também comemoraria seu centenário em 2008.
Um enredo interessante, acabou sendo mal recebido por parte da escola e principalmente no meio artístico e intelectual, que sempre prestigiaram a escola. Isso não bastasse, um outro episódio foi ainda mais dramático. A presença do presidente da agremiação, o Sr. Percival Pires, no casamento de um conhecido, senão, o mais conhecido traficante do país! Por ingenuidade ou não, tal presença desencadeou um tremendo mal estar na escola e na sua relação com a sociedade. A maldade alheia, a língua ferina de muitos e a pouca compreensão dos fatos foi o que mais se viu naquele momento, reforçado por mais dois episódios desagradáveis: A presença de policiais federais no morro e na quadra da escola e também o fato do samba-enredo vencedor, ter entre outros, a assinatura de alguém que cumpria liberdade condicional justamente por envolvimento com o tráfico de entorpecentes. Até mesmo o prefeito do Rio de Janeiro, Sr. César Maia, o qual deveria estar mais preocupado com a sua desastrosa administração, tratou de tirar uma “casquinha” da escola em seu blog na internet. Louve-se nesse episódio um texto do Juiz Siro Darlan, em defesa da escola e de seus projetos sociais.
De qualquer forma, enredo e sambas escolhidos, ainda ocorreu a polêmica escolha da rainha de bateria, feita pelo então presidente da ala e mestre, Ivo Meirelles, que teve interrompido seu competente trabalho a frente da bateria, por causa de desentendimentos em um ensaio técnico. Em conseqüência do episódio do casamento, o então presidente da escola renunciou, assumindo a vice-presidente, Sra. Eli Gonçalves, a Chininha, filha de uma das mais significativas mulheres da história mangueirense: Dona Neuma.
Chininha, vice-presidente em duas gestões, pessoa discreta e conhecedora de vários segmentos da escola e do morro aonde foi criada, assume a presidência no meio desse vendaval, tendo que trazer um novo mestre de bateria, optando por Taranta, responsável pelo Estandarte de Ouro em 1990. Depois de tudo isso, muito não se podia esperar do desfile da escola, senão a garra de sua comunidade. Isso, de fato não faltou, fazendo-se aqui, uma homenagem aos ritimistas da escola e ao casal de mestre-sala e porta-bandeira, Marquinhos e Geovanna, responsáveis pelo estandarte verde-rosa, tendo recebido notas máximas dos jurados. Ocorre que um forte temporal desabou no momento em que a escola iniciava seu desfile e somente a superação de cada um, evitaram um cortejo desastroso. Nem mesmo a Comissão de Frente, sempre garantia de nota máxima, sob a batuta do coreógrafo Carlinhos de Jesus e nem as alegorias confeccionadas pelo experiente Max Lopes funcionaram naquela madrugada de segunda-feira.
A colocação da escola – Décimo-lugar- foi uma das piores de toda a história, mas felizmente a quarta-feira de cinzas deu a todos os mangueirenses um certo alívio….as cinzas de um carnaval representavam no coração de cada um, o renascimento das esperanças de um novo tempo, uma novo ano, um novo carnaval. O ano-novo das escolas de samba, começam exatamente na leitura da ultima nota na apuração de quarta-feira e o ano-novo da Mangueira estava ali começando, afinal, esse não foi o primeiro e também não será o ultimo. Somos Jequitibá, árvore gigantesca, frondosa e de raiz profunda.
A contratação de um novo carnavalesco – Roberto Szanieck – vindo da Acadêmicos do Grande Rio e de uma nova coreógrafa – Janice Botelho – são prenúncios de uma Mangueira com uma nova cara, sem dúvida, mais leve e feliz que a do carnaval passado.
Cabe a eles, o desafio de trabalharem na mais popular e tradicional escola de samba do Brasil, que ao mesmo tempo tem o compromisso de manter seus fundamentos e tradição e em contra-partida mostrar grandiosidade e a ousadia necessária nos dias de hoje, pelos padrões impostos pelos “comandantes” da festa.
O samba, composto por Lequinho, Gilson Bernini, Gusttavo Clarão e Jr Fionda, para o enredo – “A Mangueira Traz Os Brasis do Brasil Mostrando a Formação do Povo Brasileiro.” – escolhido pela diretoria através da sugestão de um internauta e baseado na obra do antropólogo Darcy Ribeirto, que nunca escondeu em vida, sua simpatia pela escola, é dos melhores da safra de 2009. Tem todos os ingredientes necessários para embalar o desfile da escola: É empolgado, tem perfeita narrativa do enredo, uma melodia fluente e alegre, ou seja, é um samba acima da média que dará plenas condições a cada desfilante de o entoar com garra, pisando forte na Marques de Sapucaí na madrugada de terça-feira de carnaval.
O barracão da escola já iniciou seus trabalhos, as fantasias já foram apresentadas….Mestre Taranta está em árduo trabalho, principalmente nos fundamentos de cada instrumento, enfim, a Mangueira está de novo, se preparando para oferecer ao público na avenida ou pela televisão, um carnaval de primeira linha, um carnaval campeão.
Correções na harmonia da escola, uma melhor coesão no canto, a começar pelo intéprete Luizito é fundamental para se fazer um desfile no nível que todos esperam da escola.
Uma cobrança mais firme e efetiva em cima de cada desfilante, sejam de alas comerciais ou da comunidade, é outro ponto também fundamental. Precisa a Mangueira ter uma direção de carnaval mais firme, presente, exigente. Precisa a Mangueira ter em sua direção, corações e mentes abertas, que coloquem a escola acima de suas vaidades, que coloquem a razão acima da paixão.
Verde e rosa, segundo Cartola, representam a Esperança e o Amor. Essa é a cara da Mangueira e não por acaso, a marca registrada do povo brasileiro. Aliás, nenhuma, senão a mais querida de todas, é que pode com toda autoridade, mostrar a verdadeira cara do Brasil, através de seu povo. Enfim, como diz nosso hino pra 2009, “a voz do samba é verde-rosa e nem cabe explicação” ou então aquele velho samba: “Cuidado que a Mangueira vem aí e é melhor se segurar, porque a poeira vai subir”!
O desfile de 2008 foi como precisava ser, um sacode na Estação Primeira. Depois de um ano de problemas como associação da imagem ao tráfico por problemas no morro e a participação do Tuchinha no samba vencedor. O acidente que levou o filho de Gilson Bernini, uma tragédia que contou com solidariedade de todos, inclusive de seus rivais. Não poderia ser diferente, o compositor é um boa praça competente e querido por todos. Uma final estranha, onde o samba mais interessante ficou de lado e ganhou um com pouca poesia e a pérola “ é Frevo, é Frevo, é Frevo” digno dos clássicos “a energia do samba é combustível pro amor” ou “RE-CA-REY”.
Ainda não entendi porque sempre se canta este samba SEMPRE, as vezes várias vezes. Mais de 80 sambas para se escolher, mais os outros grandes sambas de co-irmãs, mais sambas de quadra, mas sambas de grandes nomes e não tem uma noite que a gente não tenha que ouvir pelo menos 3x o Frevo. FRANCAMENTE!
Outros acontecimentos ruins aconteceram em 2007/08. O “MOLE” dado por Percí na homenagem ao casamento de Fernandinho Beira-mar, que acabou rendendo seu afastamento. Um estatuto imbecil da Manga acabou colocando uma pessoa sem capacidade de gestão no trono, uma pessoa que defendia sua corrente da famíliar, com rivais, inaceitável em gestão até de birosca. Acabou aniquilando bons diretores, Ivo Meirelles, Carlinhos de Jesus, Max Lopes e principalmente a boa gestão. No lugar dos bons diretores, destinos pouco explicados da grana que veio de Recife, pois todos sabem que aquela quantia não estava no desfile. No lugar de Ivo, um grande nome que não é mais o mesmo, Taranta, já não funcionando mais, OBRIGADO MARROM, o que seria sem você? Seu “chefe” tinha que rezar toda noite pela sua saúde! Carlinhos queimado para ser boi de piranha e ficar como culpado de algo que não foi culpa dele, pois sua comissão de frente tinha um orçamento MICROSCÓPICO. Como assim? E a grana de Recife? Max, o boi de piranha mor, teve que fazer milagre com pouco dinheiro e um monte de problemas. Foi gestor de verdade e o porto seguro da Manga. Como um milagre, deixou a EPM no grupo especial. Na gestão, ficaria falando páginas, mas foi avaliada pelo resultado e pela incapacidade total e completa na resolução de problemas. A mídia foi cruel em cima da nula assessoria de imprensa, que a cada dia pergunto como se mantém ali. A competência eu deixo para você, leitor, julgar, se você acha que as informações foram bem conduzidas, ela foi competente.
Voltando ao desfile, Deuses mandaram o que puderam! MUITA água somente em cima da Manga durante todo o desfile, para lavar os problemas. Mas alguns não foram lavados, e pelo jeito durarão até o carnaval de 09. Ontem os deuses mostraram que fizeram as pazes com Mangueira, fizeram a parte deles. Chuva durante toda a tarde para deixar em casa aqueles que não são tão apaixonados e evitar tumulto como acontecido no ano passado. Um clima mais fresco, na hora que o Palácio começava a esquentar, cessou a chuva, abriu-se o teto e foi a noite toda com “ar condicionado” geladinho, sem chover. 11 horas, o Palácio tomado de gente, cheio de bolas, bandeiras e o Grupo Regente arrebentando. Meia noite, mestre de cerimônias chamou Mestre Marrom para começar com a Bateria. Logo depois lembrou que na verdade o Mestre é o Taranta e corrigiu,desculpem-me, Taranta. Logo depois, Luizito veio ao microfone e falou: – Marrom, é aquarela, logo se corrigiu: – Taranta, Aquarela. E então, Taranta passou a noite, meio no canto atrás, retraído, sacudindo os bracinhos enquanto o Mestre de fato deu um show.
Marrom foi genial, mostrou seu novo arranjo no aquecimento, a prévia havia sido dada no ensaio de 4ª, mas ficou ainda melhor no sábado. O clima era de festa e paz, o palácio estava absolutamente lotado, não cabia mais ninguém mesmo. Lembrei da estória do recipiente cheio de pedras, cabe muita areia, e depois de cheio de areia, cabe muita água. Este era o palácio ontem, e mesmo assim, um agradável clima de montanha. Longe das noites de clima de filial do inferno. A abertura dos concorrentes foi dada por David Correa e sua turma, sem dúvida alguma um samba inteligente, poético, forte, mas talvez sem força em alguns trechos, e na hora que o público teve que cantar, ficou baixo. Depois, os dois coadjuvantes da festa tocaram seus sambas que morriam na voz do público, apenas separadas por um intervalo. Gostaria que Moniz e Caê, mas, nem sei porque sobraram estes dois. Seria uma final mais empolgante e emocionante.
Aí foram bandeiras, pirotecnia, bolas e tudo mais, a festa era de Lequinho, Bernini, Clarão e Jr. Fionda. A festa da vitória começava ali! Perdeu um pouco o gosto, por causa da postura de gestora imparcial de verdade, Dona Chininha, que estava em seu camarote “LOTADO” com TODOS os seus 10 apoiadores, passou desde o primeiro samba com a chamativa letra em papel verde escuro do samba campeão na mão. Lequinho e sua turma assumiram o microfone como campeões, com um sorriso de “já tô sabendo”, os quatro compositores no alto do palanque Jamelão, acabaram abrindo mão de cantar e cantaram somente a introdução “Laiá Laiá Laiá” e a primeira frase, “Sou a cada do Povo”. O Palácio foi a baixo, “MANGUEIRA” nesta palavra sagrada foi consumado o casamento, de onde eu estava, não se via nada alem de bandeiras verdes e rosas e o som do publico ecoando, era o primeiro teste. Quando os intérpretes voltaram com o primeiro Surdo UM (que nome lindo, que marketing), foi um show digno de campeões. Depois, Champanhes já estourando, bolas caindo do teto, fogos… O samba se encerrou e o povo não parou de cantar até que foi anunciado o intervalo para o resultado campeão. Para entreter o publico apreensivo, o apenas estiloso Jamelão Neto, que do avô mesmo, só tem o apelido e a média de mal humorado que faz, soltou sua voz fraca e sua dicção estranha cantando sambas sem a malandragem que se espera de um sambista. Motivo de risos e chacota por todo o Palácio, tendo em vista que o mesmo está sempre posudo e é capaz de num calor de 40 graus, estar de casaco, calça de flanela e cachecol, como se tivesse protegendo um precioso gogó.
Logo depois, subiu ao palanque, um porta voz no lugar que minimamente deveria ser ocupado pela presidente. Chininha é tão despreparada para seu trono, que não pega o microfone, nem mesmo para anunciar o samba campeão, como acontece em todas as agremiações, até mesmo dos grupos de acesso. E após agradecimento aos compositores, ao público, à festa e à bateria, anunciou como o samba de 2009 da Estação Primeira de Mangueira o samba dos compositores Lequinho… A partir daí, não se ouvia mais nada…. gritos, fogos, até que Luizito, com um punhado de microfones, assumiu a festa junto com seus intérpretes apoiadores e cantou o samba campeão. Apesar da festa, o samba como já era esperado, caiu muito entre a voz do Tinga, que defendeu desde o inicio da disputa e a voz de Luizito, outro herdeiro do “Mangueira deixa rolar”. E Dominguinhos do Estácio seguindo desempregado. Abaixo, um vídeo que achei que apesar de estar mal filmado, mostra como todos estavam cantando.
A escolha apesar de tudo foi justa, realmente o samba de Lequinho e sua turma era o mais cantado e empolgante, desde a segunda noite de disputa quando foi apresentado. Alguns boatos contra surgiram ao longo do tempo, mas acho que depois do fiasco acontecido no Sal e na Beija, a Mangueira não colocaria o rosto à prova. Apesar do genial samba de David Correa, a Manga não esboçou fugir do óbvio e dar à cara a tapa. Tomou uma decisão inteligente e política, fugindo a regra de muita coisa que tem acontecido. A Noite correu até as 7 da manhã, quando a bateria deixou o Palácio e foi tocar na Rua, o samba campeão para todo o povo local.
Abaixo, a Letra do Samba Campeão, assim como a Gravação Original e o samba na voz de Luizito.
Compositores: Lequinho, Jr.Fionda, Gílson Bernini e Gusttavo Clarão
Deus me fez assim filho desse chão
Sou povo, sou raça… miscigenação
Mangueira viaja nos brasis dessa nação
O branco aqui chegou
No paraíso se encantou
Ao ver tanta beleza no lugar
Quanta riqueza pra explorar
Índio valente guerreiro
Não se deixou escravizar, lutou…
E um laço de união surgiu
O negro mesmo entregue a própria sorte
Trabalhou com braço forte
Na construção do meu Brasil
É sangue, é suor, religião
Mistura de raças num só coração
Um elo de amor à minha bandeira
Canta a Estação Primeira
Cada lágria que já rolou
Fertilizou a esperança
Da nossa gente, valeu a pena
De Norte a Sul desse país
Tantos brasis, sagrado celeiro
Crioulo, caboclo, retrato mestiço
de fato, sou brasileiro
Sertanejo, caipira, matuto… sonhador
Abraço o meu irmão
Pra reviver a nossa história
Deixar guardado na memória… o seu valor
Sou a cara do povo… Mangueira
Eterna paixão
A voz do samba é verde e rosa
E nem cabe explicação
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