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Posts Tagged ‘carlos cachaça’

Dvd Velha Guarda Mangueira 1


Se realizará no próximo domingo, 13/07, a partir das 14 horas, a comemoração dos 52 anos da velha guarda da estação primeira. O evento terá a participação de Velhas guardas de diversas agremiações dos Grupos Especial, de Acesso, assim como dos blocos mais tradicionais cariocas.

A Velha Guarda da Mangueira foi fundada em 10 de julho de 1956 com objetivo de prestigiar, compositores e pessoas que muito lutaram para construir a verde e rosa que nos encanta. Sua primeira formação cumpriu seu objetivo divulgando a riqueza cultural e a qualidade musical dos grandes compositores do morro, assim como preservar à memória da Mangueira. Sua formação original foi capitaneada por Carlos Cachaça, Cartola e Aloísio Dias. Hoje, conta com 60 componentes, entre eles, a presidente da Mangueira, Chinha, Filha de Dona Neuma e Saturnino Gonçalves, Inês de Castro, Filha de Carlos Cachaça , a ex porta-bandeira, Marly, Gilda Moreira, neta de Julio Moreira, primeiro diretor de harmonia; Tia Zélia, viúva de Aloísio Dias, compositor e fundador do grupo show; Zenith, sobrinha de Padeirinho e filha de Geraldo da Pedra, Tantinho, compositor e partideiro.

O evento terá participação do Grupo Regente, Tantinho da Mangueira e do show da Velha Guarda da Vila Isabel. O tradicional encontro das bandeiras será às 18h ao som de Ave Maria.


“A Mangueira Traz Os Brasis do Brasil Mostrando a Formação do Povo Brasileiro.” Não é qualquer enredo, é um enredo falando do Brasil. Mas oras… Que Brasil é esse que iremos falar? O Brasil “internacional”, aquele que é feito uma imagem para os demais conhecerem, com histórias heróicas ou então boas lembranças, como copas do mundo de futebol?

Não… Arrisco-me a dizer que vai se falar, além disso, ou melhor, não se falará disso. Falar-se-á da formação do povo brasileiro, um povo sofrido, um povo sem cultura, um povo sem educação de base, por negligencia governamental. O Brasil descoberto por portugueses fétidos, e que encontraram com índios de sociedade atrasada, quase primitiva. Passando pela vinda dos negros, não negros heróis como Zumbi, mas aquele que passavam meses e meses navegando pelo Atlântico e condições desumanas, mas quem eram eles, se não para os ditos “cultos” portugueses, e europeus, seres abaixo dos ditos “humanos brancos”.

“Mangueira…

O teu cenário é uma beleza, que riqueza

Mangueira…

Teu tamborim está chorando de tristeza…”

Passaremos pela chegada dos imigrantes europeus no século XIX e XX, e aquela superpopulação do Rio de Janeiro, até a idéia de se fazer um Rio “à La Paris”, com todo o requinte arquitetônico (Theatro Municipal), da capital francesa. Aquela aglomeração de pessoas no centro, cortiços, “puxadinhos”, toda aquela aglomeração desorganizada, que pela visão de Pereira Passos, não poderia continuar, afinal o Brasil era uma República “democrática”, e tinha que avançar em todos os sentidos.

Brasis do Brasil Assim se foi fazendo o Brasil. O nordestino sendo criado com a plantação de açúcar entre a Bahia e Pernambuco, com a vinda dos primeiros imigrantes europeus que começaram a se relacionar com os índios. Mais tarde a chegada de diversas tribos africanas, de diversas culturas do continente mãe, para serem escravizados nos engenhos, e alguns anos ali com a descoberta do ouro na região de Minas e quase que simultaneamente começam a se criar os grandes cafezais no Brasil, a célula mãe, que deu impulso a sociedade que via o declínio da luta pelo ouro. A abolição da escravatura, a vinda de imigrantes europeus (finlandeses, italianos, alemães, poloneses (ainda pertencente ao recente Império Alemão unificado) e diversos outros povos que vieram para os grandes cafezais, e incrivelmente, até os povos do outro lado do mundo vieram aportar aqui. Os japoneses chegaram em 18 de junho de 1908, e aportam no porto de santos. Assim se criou o Brasil Nordestino, Brasil Caipira, Sertanejo, Sulista, e diversos outros Brasis, Brasis dentro dos próprios Brasis.

Jamelao_03 Mas toda essa formação geográfica teve um sentido, teve algo alem de apenas aspectos visuais e auditivos. Aspectos culturais, de costumes, que fez do Brasil, este país de medidas continentais, de divisões mil, de alegria e tristeza, criar uma cultura tão rica, tão diversificada, gerando uma sociedade de várias escalas, que claro tem seus problemas, muitos, mas que também tem suas alegrias, que joga pro alto todos os seus problemas, e cai no samba, e quer alegria maior que o samba de um povo? Creio que haja sim… A alegria de ser Mangueirense, de ter Cartola, D. Zica, Carlos Cachaça, Mestre Jamelão, D. Neuma, Delegado, D. Neide, Xangô, vários e vários poetas e compositores, de um povo sofrido, mas que não deixaram de ser felizes, poetas não dessa vida terrena, mas da vida eterna, é assim nossa Estação Primeira de Mangueira, e acredito que com a ida do nosso Mestre Jamelão para o lado de lá, teremos o céu mais Rosa a cada entardecer, e o mar mais Verde, mostrando que todo brasileiro, tem um pouco de Mangueirense!

Ah! Se todos soubessem como é bom ser Mangueirense…!

“… Mas o Samba em Mangueira

Vai continuar

Essa gente que é bamba

E não pode parar

Verde-e-Rosa, é Mangueira”

Clêi Valverde

TUDO DE SAMBA – Por Simone Fernandes


chicoro Rosemary lança DVD e CD da quadra da verde e rosa


Mangueirense de coração e presença freqüente nos desfiles da escola, a cantora Rosemary escolheu a quadra da verde e rosa para lançar, no próximo dia 6, o projeto “Rosemary homenageia Mulheres da Mangueira”, que inclui DVD e CD. A obra é uma seleção de músicas de diversos gêneros, desde o samba tradicional até Bossa nova e baladas. Grandes compositores da MPB participam retratando o universo feminino, como Tom Jobim, Chico Buarque, Hermínio Bello de Carvalho, Paulo Sergio Valle, Nelson Cavaquinho, Guilherme de Brito, Carlos Cachaça, Paulinho da Viola, entre outros.

A gravação foi realizada no Vivo Rio, Rio de Janeiro, em 2007, com uma participação de Carlinhos de Jesus, Dudu Nobre, Beth Carvalho, baianas, passistas e Giovanna porta-bandeira da Estação Primeira de Mangueira, além de alguns dos melhores músicos da nossa MPB.

A apresentação do DVD Mulheres da Mangueira inclui 18 faixas, com making of e depoimentos de artistas convidados como Chico Buarque, Zeca Pagodinho e Alcione. O CD conta com mais 15 músicas, entre elas o Sei Lá Mangueira (Paulinho da Viola), Três Mulheres (Arlindo Cruz e Franco com participação de Zeca Pagodinho), Ao Amanhecer (Cartola) e Piano na Mangueira (Tom Jobim e Chico Buarque). Realizado por maestros arranjadores e regentes Leandro Braga, Fernando Merlino, Jose Lourenço e Ivan Paulo.

A festa de lançamento do novo trabalho de Rosemary vai começar às 21h, com entrada franca. A quadra da escola fica na rua Visconde de Niterói, 1072, na Mangueira.

Publicado em: Tudo de Samba