Posts Tagged ‘Brasil’
Excelente safra a da nossa escola neste ano. Entre os ótimos sambas, três se destacaram e chegaram, com todos os méritos, à final. Espera-se, depois da excepcional apresentação dos sambas na semi-final, que a escolha do Presidente Ivo fique entre os “fora-de-série” sambas 6 e 7. Alguns comentários sobre os sambas finalistas, estão a seguir.
Saudações Mangueirenses!
Zé Guilherme do Cavaco
A discussão do momento se delineia por uma decisão importante e que, como todas as idéias inovadoras, é um divisor de opiniões e críticas. O presidente Ivo Meirelles em uma administração inovadora, de implementação de novidades administrativas e num empenho em fazer com que a escola se torne de fato uma empresa em sua organização, vem desde o início dos ensaios mostrando outra forma de fazer dinheiro para a agremiação.
Na noite de quinta-feira, 31 de julho de 2009, o site Estação Primeira.org, a convite de Diva Pavesi, representado por mim, Clêi Valverde, esteve presente ao lado da Curadora da I Exposição de Arte da Estação Primeira de Mangueira, Rita Alves, na entrega dos brasileiros laureados pela Société Académique des Arts, Sciences et Lettres (Sociedade Acadêmica de Artes, Ciências e Letras) oferecido pela delegada Diva Pavesi. Dentre os laureados estiveram alguns mangueirenses ilustres, como, Alcione, laureada com Médaille d’Or (Medalha de Ouro), e Maria Rita pela Médaille de Vermeil (Medalha de Vermelho). Em uma noite de gala realizada no Rio de Janeiro. Onde também foi oficializado o convite da Estação Primeira de Mangueira a Diva Pavesi para estar presente no desfile 2010, cujo enredo será, “Mangueira é Música do Brasil”, da carnavalesca Márcia Lage.
-Apresentação da Academia.
A Societé Académique des Arts, Sciences et Lettres, sob a égide de René Flament foi fundada em 1915, coroada pela Academia Francesa et sous le haut patronnage (e elevado a patrimônio) de Sua Excelência, Presidente da Republica da França, Senhor Jacques Chirac.
FONTE: http://divapavesi.blogspot.com/
Obrigado.
Clêi Valverde
Desde a antiguidade o carnaval existe como uma forma de nós, homens que vivemos nossas duras realidades, deixarmos nos levar pela magia, pela liberdade total de expressão, uma maneira de mostrarmos nosso potencial criativo, nossos desejos mais profundos ou nossa capacidade de sonhar.
Na Idade Média o carnaval era o período do ano em que se permitia extravasar a opressão sofrida pela Inquisição, tribunal que julgava e, muitas vezes, punia com a morte na fogueira os pecadores… Então, neste período, a festa profana ganhava um poder inimaginável, verdadeiros bacanais a céu aberto, as máscaras eram uma forma de se manter preservada a identidade e, assim, romanticamente, encontros “secretos” aconteciam, amores passageiros, músicas profanas, danças sensuais tomavam as ruas, num adeus orgiástico ao mundo comum para esperar as comemorações da páscoa.
“A Mangueira Traz Os Brasis do Brasil Mostrando a Formação do Povo Brasileiro.” Não é qualquer enredo, é um enredo falando do Brasil. Mas oras… Que Brasil é esse que iremos falar? O Brasil “internacional”, aquele que é feito uma imagem para os demais conhecerem, com histórias heróicas ou então boas lembranças, como copas do mundo de futebol?
Não… Arrisco-me a dizer que vai se falar, além disso, ou melhor, não se falará disso. Falar-se-á da formação do povo brasileiro, um povo sofrido, um povo sem cultura, um povo sem educação de base, por negligencia governamental. O Brasil descoberto por portugueses fétidos, e que encontraram com índios de sociedade atrasada, quase primitiva. Passando pela vinda dos negros, não negros heróis como Zumbi, mas aquele que passavam meses e meses navegando pelo Atlântico e condições desumanas, mas quem eram eles, se não para os ditos “cultos” portugueses, e europeus, seres abaixo dos ditos “humanos brancos”.
“Mangueira…
O teu cenário é uma beleza, que riqueza
Mangueira…
Teu tamborim está chorando de tristeza…”
Passaremos pela chegada dos imigrantes europeus no século XIX e XX, e aquela superpopulação do Rio de Janeiro, até a idéia de se fazer um Rio “à La Paris”, com todo o requinte arquitetônico (Theatro Municipal), da capital francesa. Aquela aglomeração de pessoas no centro, cortiços, “puxadinhos”, toda aquela aglomeração desorganizada, que pela visão de Pereira Passos, não poderia continuar, afinal o Brasil era uma República “democrática”, e tinha que avançar em todos os sentidos.
Assim se foi fazendo o Brasil. O nordestino sendo criado com a plantação de açúcar entre a Bahia e Pernambuco, com a vinda dos primeiros imigrantes europeus que começaram a se relacionar com os índios. Mais tarde a chegada de diversas tribos africanas, de diversas culturas do continente mãe, para serem escravizados nos engenhos, e alguns anos ali com a descoberta do ouro na região de Minas e quase que simultaneamente começam a se criar os grandes cafezais no Brasil, a célula mãe, que deu impulso a sociedade que via o declínio da luta pelo ouro. A abolição da escravatura, a vinda de imigrantes europeus (finlandeses, italianos, alemães, poloneses (ainda pertencente ao recente Império Alemão unificado) e diversos outros povos que vieram para os grandes cafezais, e incrivelmente, até os povos do outro lado do mundo vieram aportar aqui. Os japoneses chegaram em 18 de junho de 1908, e aportam no porto de santos. Assim se criou o Brasil Nordestino, Brasil Caipira, Sertanejo, Sulista, e diversos outros Brasis, Brasis dentro dos próprios Brasis.
Mas toda essa formação geográfica teve um sentido, teve algo alem de apenas aspectos visuais e auditivos. Aspectos culturais, de costumes, que fez do Brasil, este país de medidas continentais, de divisões mil, de alegria e tristeza, criar uma cultura tão rica, tão diversificada, gerando uma sociedade de várias escalas, que claro tem seus problemas, muitos, mas que também tem suas alegrias, que joga pro alto todos os seus problemas, e cai no samba, e quer alegria maior que o samba de um povo? Creio que haja sim… A alegria de ser Mangueirense, de ter Cartola, D. Zica, Carlos Cachaça, Mestre Jamelão, D. Neuma, Delegado, D. Neide, Xangô, vários e vários poetas e compositores, de um povo sofrido, mas que não deixaram de ser felizes, poetas não dessa vida terrena, mas da vida eterna, é assim nossa Estação Primeira de Mangueira, e acredito que com a ida do nosso Mestre Jamelão para o lado de lá, teremos o céu mais Rosa a cada entardecer, e o mar mais Verde, mostrando que todo brasileiro, tem um pouco de Mangueirense!
Ah! Se todos soubessem como é bom ser Mangueirense…!
“… Mas o Samba em Mangueira
Vai continuar
Essa gente que é bamba
E não pode parar
Verde-e-Rosa, é Mangueira”
Clêi Valverde


